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Internacional e Corinthians empatam pela 18ª Rodada do Brasileirão

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No início da noite deste sábado (5/8), o Corinthians voltou a entrar em campo pelo Brasileirão 2023. Em partida válida pela 18ª rodada da competição nacional, o adversário foi o Internacional, no estádio do Beira-Rio, no Rio Grande do Sul. Fora de casa, o Timão e a equipe gaúcha ficaram no empate por 2 a 2. Os gols do Alvinegro foram marcados por Renato Augusto e Fábio Santos.

Com o resultado, o Coringão se mantém na mesma posição na tabela de classificação, na 14ª colocação. Com 20 pontos conquistados até aqui e ainda com um jogo a menos, a campanha do clube do Parque São Jorge no Brasileirão é de cinco vitórias, cinco empates e sete derrotas em 17 jogos disputados.

Escalação

O técnico Vanderlei Luxemburgo iniciou o confronto com Cássio, Fagner, Gil, Murillo, Fábio Santos, Maycon, Ruan Oliveira, Renato Augusto, Biro, Adson e Yuri Alberto. Entraram durante a partida Fausto Vera, Romero, Matheus Araújo, Bruno Méndez e Roni. Ainda estavam na reserva: Carlos Miguel, Rafael Ramos, Caetano, Giuliano, Matheus Bidu, Wesley e Felipe Augusto.

Bola em jogo!

Os primeiros minutos de jogo no beira-Rio foram de disputa por posse de bola e busca de chances de ataque. A primeira chegada ofensiva alvinegra foi aos dois minutos, quando Biro carregou a bola em direção à grande área, fez o cruzamento, mas Yuri Alberto não conseguiu chegar a tempo para a finalização.

Aos cinco minutos, mais uma chance para o Timão. Biro tentou a finalização após bola alçada na área, mas foi bloqueado. No rebote, Maycon acertou um bonito chute, mas a bola foi por cima do travessão.

Aos 12 minutos, o Timão inaugurou o marcador da partida, com Renato Augusto! Fábio Santos, pela esquerda, levantou a bola na grande área para o camisa 8 do Coringão, que fez um ótimo domínio e, de chapa, tocou no canto do goleiro para colocar o Corinthians em vantagem. 1 a 0 Coringão!

No entanto, pouco depois, aos 17 minutos, a equipe da casa também conseguiu o gol e deixou tudo igual no placar: 1 a 1.

Após os gols, a partida voltou a ficar mais concentrada no meio de campo, com bastante disputa pela posse de bola. O Timão voltou a assustar a defesa adversária aos 43 minutos. Renato Augusto e Fábio Santos trabalharam a bola pelo lado esquerdo do ataque e Renato achou um bom passe para Maycon. O meia recebeu e arriscou o chute de fora da área, no entanto, o goleiro conseguiu fazer a defesa.

Após seis minutos de acréscimo, o árbitro encerrou o primeiro tempo.

Segundo tempo

O Timão voltou para a segunda etapa com a primeira alteração na equipe no jogo. Deixou o gramado Renato Augusto para a entrada de Fausto Vera.

No início da etapa complementar, a posse de bola foi maior do time da casa e o Coringão apostou nas tentativas de contra-ataques.

Aos 17 minutos, o técnico Vanderlei Luxemburgo fez mais uma alteração no Alvinegro: Romero no lugar de Biro.

Aos 22 minutos, o Timão chegou com perigo. Fagner acertou um lançamento na medida para Yuri Alberto. O centroavante recebeu, ganhou na corrida, mas foi bloqueado na hora da finalização da jogada pelo defensor adversário.

Aos 25 minutos, Coringão assustou o time da casa novamente, dessa vez pelo alto. Após cruzamento na área, Adson subiu bem, antecipou o zagueiro do Internacional e cabeceou, fazendo a bola passar perto do travessão.

O Coringão teve sua terceira substituição aos 28 minutos. Entrou Matheus Araújo no lugar de Adson.

Aos 37 minutos, pênalti para o Timão! Yuri Alberto foi lançado na corrida, invadiu a grande área e foi derrubado pelo defensor. Na cobrança, Fábio Santos bateu bem, no canto direito do goleiro e colocou o Corinthians mais uma vez em vantagem! 2 a 1 no Beira-Rio!

Aos 43 minutos, Luxemburgo mexeu pela última vez, em dose dupla, com as entradas de Bruno Méndez e Roni nos lugares de Maycon e Ruan Oliveira.

Nos acréscimos, a equipe da casa conseguiu marcar e, mais uma vez, deixou tudo igual no placar, 2 a 2.

Próximo jogo

O Corinthians volta a entrar em campo na próxima terça-feira (8/8), pela partida de volta das oitavas de final da CONMEBOL Sudamericana 2023. O adversário será o Newell’s Old Boys, no estádio El Coloso Del Parque, na Argentina, às 21h30 (horário de Brasília).

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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