Esporte
Inter vence o River nos pênaltis no Beira-Rio e vai às quartas de final da Libertadores
Esporte
O Internacional transformou o Beira-Rio em uma verdadeira arena, vencendo o River Plate por 2 a 1 em um jogo repleto de emoção.
Após a disputa de pênaltis, a equipe avançou para as quartas de final da Libertadores, encerrando uma sequência de sete jogos sem vitória e eliminando os argentinos da competição.
No próximo sábado (12), o Inter terá mais um desafio pelo Campeonato Brasileiro, enfrentando o líder Botafogo fora de casa às 21h (horário de Brasília).
No primeiro tempo, ambas as equipes tiveram chances de marcar, mas o Inter foi quem esteve mais perto. A equipe reclamou de um possível pênalti em Bustos, que foi derrubado por Enzo Díaz dentro da área, mas o árbitro mandou o jogo seguir. Pelo lado do River, Solari foi o mais perigoso.
Na segunda etapa, Mercado e Alan Patrick quase garantiram a vitória, mas Rojas marcou para os argentinos aos 45 minutos. Nos pênaltis, o Inter foi mais eficiente e se classificou.
Destaques da partida incluem a solidez defensiva do River Plate, a oportunidade perdida por Alan Patrick, a atuação de Mercado, que marcou o primeiro gol para o Inter, e o gol de Alan Patrick em uma cobrança de falta. O gol de Rojas para o River Plate levou a disputa para os pênaltis, onde o Inter se saiu melhor e conquistou a classificação.
FICHA TÉCNICA
INTER 2×1 RIVER PLATE
Data e horário: 8 de agosto de 2023, às 21h (de Brasília)
Motivo: volta das oitavas de final da Libertadores
Local: Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
Árbitro: Andrés Matonte (URU)
Assistentes: Nicolas Tarán (URU) e Carlos Barreiro (URU)
VAR: Leodán González (URU)
Cartões amarelos: Aránguiz, Vitão, Wanderson, Rochet, Alan Patrick (INT); Armani, Solari, González Pirez (RIV)
Gols: Mercado (INT), aos 24 min do 2° tempo; Alan Patrick (INT), aos 32 min do 2° tempo; Rojas (RIV), aos 45 min do 2° tempo
INTERNACIONAL: Rochet; Bustos (Igor Gomes), Vitão, Mercado e Renê; Johnny, Aránguiz (Pedro Henrique), Maurício (Luiz Adriano) e Wanderson (Carlos de Pena); Alan Patrick (Bruno Henrique) e Enner Valencia. Técnico: Eduardo Coudet
RIVER PLATE: Armani; Casco (Rojas), González Pirez (Palavecino), Paulo Díaz e Enzo Díaz; Enzo Pérez (Nacho Fernández), Aliendro e De La Cruz; Barco (Colidio), Solari e Beltrán. Técnico: Martín Demichelis
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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