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Inter vence o Grêmio pela 26ª rodada do Brasileirão

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Dominante do começo ao fim, o Internacional apoiado por mais de 39 mil colorados e coloradas, venceu seu maior rival nesta tarde de domingo (08.10).

Jogo válido pela 26ª rodada do Brasileirão, o Gre-Nal 440 foi vencido pelo placar de 3 a 2, e contou com gols de Valencia, Wanderson e Alan Patrick para o Inter. Com o resultado, o time de Eduardo Coudet chega aos 32 pontos na tabela do país.

Com o resultado, o Inter subiu para a 12ª colocação com 32 pontos e abriu boa distância para a zona de rebaixamento. Agora, na próxima rodada, que acontece após a parada da Data Fifa, o time de Eduardo Coudet visita o Bahia, no dia 18 de outubro (quarta-feira), às 21h30.

O duelo iniciou movimentado e melhor para os donos da casa que, aos 5 minutos largaram em vantagem ao abrir o placar com Enner Valência, após Alan Patrick acionar o equatoriano. Mas o Tricolor tentou a reação de imediato, no entanto parou no setor defensivo colorado: em uma das oportunidades, Geromel desviou de cabeça a cobrança lateral de Reinaldo, mas o goleiro Rochet segurou, impedindo o gol.

Tentando melhorar a marcação e a intensidade na partida, a equipe do técnico Renato Portaluppi chegou ao ataque desta vez com F. Cristaldo e Suárez, mas no lance, a bola acabou saindo muito forte, se perdendo pela linha de fundo. Do outro lado, foi a vez de Alan Patrick receber livre na meia direita e finalizar, parando em Gabriel Grando, que operou grande defesa.

O jogo seguiu equilibrado e com a defesa tricolor tentando impedir as chegadas coloradas. Na reta final, o Tricolor teve uma chance em cobrança de falta, mas Rochet segurou com tranquilidade no centro da meta.

O segundo tempo começou com os adversários levando a melhor, logo aos 3 minutos. Wanderson marcou o segundo gol colorado.

Mas a partir disto, os minutos seguintes passaram a ser de mais equilíbrio, mesmo com muitas faltas cometidas de ambos os lados. O Grêmio conseguiu descontar aos 22′, quando João Pedro chutou da entrada da área, rasteiro, mandando para o fundo do gol. Mas o Inter respondeu logo em seguida, com uma troca de passes rápida, em que Alan Patrick marcou para o rival.

Não demorou e o Grêmio respondeu a altura. Com 28’ jogados, Luis Suárez cobrou uma falta da intermediária de ataque e mandou para o fundo das redes, encostando no marcador e assinalando o segundo.

O jogo seguiu movimentado, mas sem mais gols marcados. Com o resultado, Tricolor não soma pontos nesta rodada.


Ficha técnica:

Internacional: Rochet; Bustos, Mercado, Vitão e Renê; Johnny (Gabriel), Aránguiz (Nico Hernández), Mauricio (Igor Gomes), Alan Patrick (Dalbert) e Wanderson (Rômulo); Enner Valencia. Técnico: Eduardo Coudet.

Grêmio: Gabriel Grando; João Pedro, Geromel, Kannemann (Iturbe) e Reinaldo; Villasanti (André), Carballo (Nathan) e Pepê; Cristaldo (Galdino), Suárez e Ferreira (Besozzi).

Gols: Enner Valencia, aos 5’/1ºT, Wanderson, aos 3’/2ºT, e Alan Patrick, aos 24’/2ºT (I). João Pedro, aos 22’/2ºT, e Suárez, aos 28’/2ºT (G).

Cartões amarelos: Mercado, Renê, Igor Gomes, Nico Hernández e Johnny (I). Kannemann, Suárez, Geromel, Ferreira e Villasanti (G).

Arbitragem: Paulo Cesar Zanovelli (FIFA), auxiliado por Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (FIFA) e Guilherme Dias Camilo (FIFA). Quarto Árbitro: Roger Goulart. VAR: Igor Junio Benevenuto de Oliveira (VAR-FIFA).

Estádio: Beira-Rio.

Público: 39.133. Pagantes: 34.561. Não pagantes: 4.572.

Renda: R$ 1.161.589,00.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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