"Esporte e Saúde"
Inscrições abertas para o Circuito Sesc de Corridas em Rondonópolis
Competição tem percurso de 7km e será realizada no dia 11 de dezembro
Esporte
Estão abertas as inscrições para a etapa de Rondonópolis do Circuito Sesc de Corridas, promovida pelo Sistema Fecomércio-MT, por meio do Serviço Social do Comércio (Sesc-MT), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-MT). O evento esportivo tem trajeto de 7km e será realizado no dia 11 de dezembro. Os interessados devem acessar o site www.sescmt.com.br para garantir seu lugar na largada.
Serão disponibilizadas 500 vagas em quatro modalidades: trabalhadores do comércio de bens, serviços, turismo e seus dependentes; público em geral; pessoas acima dos 60 anos, e pessoas com deficiência (PCD). A participação é liberada para atletas a partir dos 16 anos, sendo que menores de idade devem apresentar autorização por escrito dos responsáveis.
Participantes na modalidade público em geral pagam R$ 30,00 pela inscrição, e idosos R$ 15,00. Comerciários não pagam a inscrição, mas devem doar três quilos de alimentos para o projeto Sesc Mesa Brasil no momento de retirar o kit do atleta. PCDs estão isentos do pagamento e doação.
A concentração dos competidores será na Avenida Poguba, a partir das 6h. A largada ocorre às 7h. Além do Circuito Sesc de Corridas, haverá uma arena de atividades, contemplando ações voltadas à saúde e lazer. No local, será ofertado teste de glicemia, aferição de pressão, quick massage, distribuição de frutas, suco, açaí e mudas de plantas.
O diretor regional do Sesc-MT, Carlos Rissato, destaca que a primeira etapa do Circuito Sesc de Corridas foi promovida em Cuiabá, no dia 29 de outubro, reunindo 1,1 mil competidores. Segundo Rissato, o evento tem como objetivo “incentivar a população a adotar um estilo de vida saudável por meio da prática de atividades físicas”, afirma.
Retirada dos kits
A retirada do kit do atleta – formado por sacochila, camiseta, chip e número de peito – será realizada nos dias 7 e 8 de dezembro no Sesc Rondonópolis, entre 7h e 20h. Os participantes devem apresentar documento oficial com foto, comprovante de inscrição e doar três quilos de alimentos não perecíveis para o projeto Sesc Mesa Brasil, iniciativa empenhada no combate à fome e desperdício de alimentos.
O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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