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Inglaterra vence Nigéria nos pênaltis e avança para as quartas de final

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A Inglaterra sofreu, viu a Nigéria acertar três bolas em sua viagem e ainda perdeu o destaque Lauren James expulso, mas, mesmo assim, conseguiu levar o jogo para os pênaltis e venceu por 4 a 2 nesta segunda-feira (7), em Brisbane , para garantir vaga nas quartas de finais da Copa do Mundo Feminina da FIFA Austrália e Nova Zelândia 2023™ .

As Lionesses aguardam agora a vencedora de Jamaica e Colômbia para saber quem enfrentarão por um lugar nas semifinais na próxima sexta-feira (12). Assista ao vivo e de graça no FIFA+ .

Para quem esperava facilidade para os atuais campeãs europeus, a Nigéria tratou logo de mostrar que não seria bem assim e, a despeito de um pênalti marcado para os ingleses e depois anulado após revisão do VAR, foi quem dominou no primeiro tempo.

Mesmo com o retorno de Keira Walsh, recuperada de lesão, as Lionesses sucumbiram diante do ritmo elevado das nigerianas, que anularam Lauren James e Alessia Russo com a forte marcação. Em contrapartida, sempre que subiam ao ataque, levavam perigo, testando Mary Earps por diversas vezes.

Em uma delas, aos 17 minutos, Ashleigh Plumptre chegou, inclusive, a acertar a trave da entrada da área. Foi a melhor chance das africanas na etapa inicial.

Na volta do intervalo, a dinâmica da partida seguiu a mesma, com a Nigéria ganhando praticamente todos os duelos em campo e quase marcando mais uma vez, agora com Uchenna Kanu cabeceando no travessão.

Para o pesadelo da Inglaterra, como nigerianas ainda mandavam a campo a estrela do Barcelona, ​​Asisat Oshoala, e a pressão se intensificou. Acuada, James deixou transparecer a confissão e, pouco antes dos acréscimos, pisou em Michelle Alozie e recebeu cartão vermelho após intervenção do VAR.

Os Super Falcons foram, então, para a prorrogação com vantagem numérica e permaneceram perto de abrir o placar com Alozie, que recebeu sozinha na área, mas finalizou sem equilíbrio.

Antes da pausa para troca de lado, as africanas pararam no poste pela terceira vez após escapada pela direita de Asisat Oshoala e cruzamento fechado que Earps apenas acompanhou com os olhos.

Nada mudou nos 15 minutos finais do tempo extra e o confronto acabou sendo decidido na disputa de pênaltis. A Inglaterra, então, levou a melhor e venceu por 4 a 2 para garantir vaga na fase seguinte.

Essa foi a primeira vitória da Inglaterra em homenagem à história da Copa do Mundo Feminina. Na ocasião anterior, em 2011, o país venceu pela França por 4 a 3 nas quartas de final.

Melhor jogadora da partida

Mary Earps (Inglaterra).

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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