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Grêmio vence o Palmeiras em jogo retrancado, no Brasileirão

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O Grêmio venceu o Palmeiras por 1 a 0, em Porto Alegre, na 24ª rodada do Brasileirão. O gol da vitória foi marcado por João Pedro aos nove minutos do primeiro tempo.

No entanto, o Palmeiras teve oportunidades de empatar o jogo, com Raphael Veiga perdendo um gol na pequena área e Gómez acertando o travessão nos acréscimos.

No final da partida, o Palmeiras ficou com um jogador a mais em campo, após Villasanti ser expulso. Mesmo assim, o Grêmio conseguiu segurar a vantagem e garantir os três pontos.

Com a vitória, o Grêmio reassumiu a terceira colocação e ficou próximo do líder Botafogo na tabela. Já o Palmeiras permanece na vice-liderança, mas pode ver o Botafogo abrir uma vantagem maior.

O próximo compromisso do Palmeiras será contra o Boca Juniors, pela semifinal da Libertadores. Já o Grêmio enfrentará o Fortaleza na próxima rodada do Brasileirão.

Curiosidade: O Palmeiras estava há oito jogos sem sofrer gols e não perdia para o Grêmio em Porto Alegre há sete anos.

Durante o jogo, o Grêmio começou pressionando e marcou cedo o seu gol. O Palmeiras reagiu e teve chances de empatar, mas esbarrou em defesas importantes do goleiro do Grêmio.

No segundo tempo, a partida perdeu intensidade e o Palmeiras tentou de todas as formas chegar ao empate. No entanto, mesmo com a vantagem numérica, não conseguiu alterar o placar.

No final, o Palmeiras acertou o travessão, mas não conseguiu evitar a derrota.

FICHA TÉCNICA
Grêmio 1 x 0 Palmeiras

Competição: 24ª rodada do Brasileirão
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Data e hora: 21 de setembro de 2023, às 21h30
Árbitro: Bruno Arleu de Araujo
Assistentes: Eduardo Gonçalves da Cruz e Thiago Henrique Neto
VAR: Igor Junio Benevenuto
Amarelos: Rodrigo Ely, Marcos Rocha, JP Galvão, Villasanti, Mayke, Gabriel Menino
Vermelho: Villasanti

Gol: João Pedro, aos 9’/1ºT

Palmeiras: Weverton; Marcos Rocha (Luís Guilherme), Murilo, Gustavo Gómez e Piquerez; Zé Rafael (Breno Lopes), Gabriel Menino (Richard Ríos) e Raphael Veiga; Mayke, Artur (Kevin) e Endrick (Rony). Técnico: Abel Ferreira

Grêmio: Gabriel Grando; João Pedro, Rodrigo Ely (Bruno Uvini), Bruno Alves e Reinaldo; Villasanti, Pepê e Nathan (Ferreira); Cristaldo (Galdino), Suárez (Ronald) e JP Galvão (André). Técnico: Renato Gaúcho

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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