Esporte
Grêmio vence o Juventude e assume liderança do Gauchão
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O Grêmio entrou em campo na noite desta quarta-feira, na Arena, para enfrentar o Juventude, em jogo válido pela 4ª rodada do Campeonato Gaúcho. Com gol assinalado por Fábio na etapa inicial, o Tricolor venceu a equipe da serra por 1 a 0.
Com o resultado, o time de Renato Portaluppi chega a nove pontos e assume a liderança da competição.
O jogo começou muito disputado, com as duas equipes buscando o campo de ataque. Os visitantes foram quem ameaçaram inicialmente, aos 4’, quando João Lucas cruzou da direita para Erick desviar de cabeça, mas a bola saiu à esquerda da meta tricolor. O Grêmio respondeu de imediato com Soteldo – o camisa 7 trabalhou com Villasanti e finalizou, mas acabou mandando para fora. Não demorou para o venezuelano fazer uma nova jogada, passando pela marcação e cruzando na área, mas ninguém conseguiu completar.
Na marca de 14 minutos, o Juventude teve uma nova oportunidade em cobrança de falta: Jean Lucas colocou na área, mas a defesa gremista conseguiu o corte preciso.
Trabalhando bem a bola, o time de Renato Portaluppi chegou bem dois minutos depois. Após boa trama em frente a grande área, Galdino rolou para Pepê, que chutou em direção a meta, mas a zaga desviou a escanteio. E foi após esta cobrança, que o Tricolor abriu a contagem: F. Cristaldo colocou a bola na marca penal para Fábio subir e desviar de cabeça para o fundo das redes, assinalando o primeiro gol gremista, com 16’ jogados.
Melhor na partida, o Grêmio chegou novamente com uma linda jogada de F. Cristaldo e Soteldo, que recebeu um lançamento na medida, passou pela marcação e cruzou, mas a bola correu demais e JP Galvão não conseguiu alcançar. Aos 22’, o camisa 7 recebeu em frente a meia-lua da grande área e arriscou de longe, obrigando boa defesa do goleiro Lucas.
A equipe de Caxias do Sul tentou igualar a contagem e chegou por duas vezes: primeiro, Jadson recebeu um passe e mandou a gol, mas Marchesín defendeu. Logo em seguida, Jean Carlos cruzou rasteiro na área, mas parou em Geromel, que cortou. Gilberto também tentou a finalização de longa distância – a bola saiu raspando a trave esquerda da meta tricolor.
Já passados 36’, o Juventude chegou com João Lucas, que viu Marchesín adiantado e tentou por cobertura, mas mandou para fora. Na reta final da etapa inicial, os gremistas tentaram com um cruzamento de Soteldo para Fábio – o lateral dividiu com defensor e a bola bateu no braço do adversário, mas nada foi assinalado.
Logo nos primeiros instantes do segundo tempo, o Grêmio ameaçou com André Henrique, que invadiu a área e rolou para trás, mas a zaga adversária conseguiu cortar. Minutos depois, foi a vez de Soteldo chegar pela esquerda, mas o cruzamento do venezuelano foi para fora.
Aos 13’ jogados, os gremistas chegaram com um cruzamento de Cristaldo na área, onde Fábio se antecipou e quase alcançou o desvio de cabeça. Dois minutos depois, André dividiu com o goleiro Lucas, que ficou caído no gramado e necessitou de atendimento, sendo retirado do campo pela ambulância, visto pancada no rosto.
Uma das novas tentativas adversárias saiu aos 26’, quando Erick Farias mandou de cabeça em direção ao gol, mas a bola subiu demais. Em resposta, o Grêmio teve uma falta próximo a grande área: Nathan cobrou por sobre a meta.
Tentando alcançar o empate, aos 31’, João Lucas cruzou para Gilberto na área, mas Marchesín segurou. Do outro lado, Nathan Fernandes se lançou em contra-ataque, fez boa jogada individual e tentou o passe para na área, mas a zaga da equipe da serra cortou.
Os visitantes ainda chegaram com uma falta a seu favor, que obrigou Marchesín a operar grande defesa: primeiro, Rildo colocou na área, o goleiro gremista defendeu. No rebote, João Lucas mandou a gol, para grande defesa do arqueiro tricolor. A terceira tentativa saiu de uma bicicleta de Gilberto, que saiu à esquerda da meta.
Nos acréscimos, o Juventude tentou algumas vezes, teve chances em escanteio, mas não conseguiu empatar o duelo.
Final de jogo: Grêmio 1×0 Juventude.
Com a vitória, o Grêmio chega a nove pontos e assume a liderança da competição. O próximo desafio será diante do Avenida, neste sábado, em Santa Cruz do Sul, no interior do estado.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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