Esporte
Grêmio vence o Brasil de Pelotas pelo Gauchão
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O Grêmio entrou em campo na tarde deste sábado, no Bento Freitas, em Pelotas, para disputar a terceira rodada do Campeonato Gaúcho.
Com gol de André Henrique, o Tricolor bateu o Brasil de Pelotas por 1 a 0 e subiu na tabela de classificação. Com o resultado, os gremistas somam seis pontos em três partidas disputadas, ocupando a terceira posição.
Os instantes iniciais da partida foram equilibrados, mas com superioridade gremista. A primeira chegada tricolor aconteceu aos 4 minutos, em bola parada: da esquerda, Nathan Fernandes colocou a bola na área, mas a defesa afastou. Em seguida, Villasanti tentou servir JP Galvão em frente a meta, no entanto a bola correu demais e ficou com os adversários.
Já passados 8 minutos, o time de Renato Portaluppi seguiu dominando a maior parte das ações e tramou boa jogada pela esquerda, com Pepê passando pela marcação e colocando na entrada da área. No arremate de Villasanti, a zaga desviou e a bola saiu por sobre a meta. A melhor chance saiu com 15’ jogados, quando Besozzi recebeu um cruzamento de Dodi e desviou de cabeça, às costas da zaga, mas mandou na rede, pelo lado de fora.
Outra tentativa do Grêmio saiu em cobrança de escanteio, aos 24’. Reinaldo colocou na área e João Pedro tentou desviar a gol, mas a bola subiu demais. Três minutos depois, Villasanti desceu pela direita, lançou para a área buscando Pepê, a bola bateu na defesa e caiu nos pés de JP Galvão, que chutou, mas o goleiro Gabriel Oliveira segurou. Logo em seguida, foi a vez de Nathan Fernandes ir a linha de fundo e cruzar – a bola saiu raspando a trave direita.
Próximo dos 40 minutos de jogo, os gremistas tiveram uma chance em cobrança de falta: Reinaldo cruzou na área e Pepê desviou de cabeça, mas para fora. Em resposta, o time da casa ameaçou pela primeira vez com Gabriel Biteco, pela direita, mas o arremate passou por sobre o gol.
O Grêmio ainda tentou com um lance de Nathan Fernandes pela esquerda, que fez um cruzamento na marca penal para JP Galvão, que tentou alcançar, mas a bola correu demais. Pepê também cobrou uma falta por baixo da barreira, mas o goleiro do Xavante segurou.
O segundo tempo começou com o Tricolor pressionando, tanto que aos 4 minutos quase abriu a contagem depois de um cruzamento da direita, que André cabeceou, obrigando o arqueiro Gabriel a fazer grande defesa. No rebote, Cristaldo acabou mandando por sobre o gol.
Passados 12’, o Brasil de Pelotas tentou uma jogada pela esquerda, em que Mauricio finalizou a gol, mas mandou por cima. Do outro lado, André Henrique trabalhou com João Pedro, que chutou em direção a meta, mas a zaga cortou a escanteio.
Foi aos 19 minutos que o Grêmio conseguiu sair na frente no marcador, com gol assinalado por André Henrique. Villasanti construiu uma boa jogada individual pela esquerda, invadiu a área e fez um cruzamento para o centro da pequena área, onde o atacante empurrou para o fundo do gol, finalizando por baixo do arqueiro.
Quando o relógio marcava 31’, o Tricolor por detalhe, não ampliou. No lance, Soteldo avançou pela esquerda e fez um cruzamento, mas a zaga cortou. Franco Cristaldo pegou o rebote de primeira, mas Gabriel defendeu. Dois minutos depois, Galdino trabalhou com João Pedro, que cruzou para André, mas o atacante mandou para fora.
A equipe Xavante levou perigo na reta final da partida com Tinga, que arrematou de longe, obrigando Marche a pular e operar grande defesa.
Com o resultado, Grêmio conquista mais três pontos, chega a seis e ocupa a terceira posição na tabela de classificação. O próximo compromisso tricolor será na quarta-feira, na Arena, diante do Juventude, às 21h30.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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