Esporte

Goiás vence o Coritiba em confronto direto contra o rebaixamento

Publicado em

Esporte

O Goiás ganhou do Coritiba por 1 a 0 no Couto Pereira, neste domingo (05.11), pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. O gol da vitória foi marcado por Raphael Guzzo, mantendo viva a luta do Goiás contra o rebaixamento na reta final do campeonato.

Com esse resultado, o Goiás subiu para a 17ª posição na tabela, com 35 pontos, um a mais que o Vasco e apenas dois a menos que o Santos. Os dois times ainda vão jogar nessa rodada, na segunda-feira, contra Botafogo e Cuiabá, respectivamente. O Cruzeiro também está sob pressão, com 37 pontos e um jogo a menos. O Coritiba está em 19º lugar, com 23 pontos, e bem próximo do rebaixamento.

As duas equipes voltam a campo durante a semana, na 33ª rodada do Brasileirão. Na quarta-feira, o Coritiba enfrenta o América-MG na Arena Independência, às 19h (horário de Brasília), em um confronto entre o último colocado e o vice-lanterna. Na quinta-feira, às 19h, o Goiás enfrenta o Santos no Estádio Hailé Pinheiro, em um confronto direto contra o rebaixamento.

Durante o jogo, os torcedores presentes no Couto Pereira viram um primeiro tempo com poucas emoções, com os goleiros garantindo o empate sem dificuldades. Apesar de jogar em casa, o Coritiba viu o Goiás ter as melhores oportunidades, com Lucas Halter e Raphael Guzzo.

Os times voltaram mais determinados para a segunda etapa, alternando os ataques e exigindo muito dos goleiros. Assim como no primeiro tempo, o Goiás teve mais facilidade em construir jogadas e abriu o placar aos 24 minutos. Em um contra-ataque rápido, Guilherme Marques arrancou do meio-campo e chutou em cima de Gabriel. No rebote, Guzzo finalizou de primeira e marcou o gol.

Após o gol, o Coritiba tentou manter a posse de bola para buscar o empate, mas encontrou dificuldade em criar chances contra a defesa adversária. Nos acréscimos, o técnico do Coritiba, Thiago Kosloski, foi expulso por reclamação e deixou o gramado sob vaias vindas da torcida.

FICHA TÉCNICA

CORITIBA 0 X 1 GOIÁS

Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba (PR)

Data: 5 de novembro de 2023 (domingo)

Horário: 18h30 (de Brasília)

Árbitro: Rafael Rodrigo Klein (RS)

Assistentes: Nailton Júnior de Sousa Oliveira (FIFA-CE) e Maurício Coelho Silva Penna (RS)

VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (FIFA-SP)

Cartões amarelos: Henrique e Willian Farias (Coritiba). Guilherme Marques, Allano e Morelli (Goiás).

Cartões vermelhos: Thiago Kosloski (Coritiba)

GOLS:

Goiás: Raphael Guzzo (aos 25 minutos do 2ºT).

CORITIBA: Gabriel; Natanael, Thalisson Gabriel, Henrique e Victor Luis; William Farias (Sebastián Gómez), Bruno Gomes (Lucas Barbosa) e Matheus Bianqui (Diogo Oliveira); Robson (Andrey), Garcez (Jesé) e Marcelino Moreno. Técnico: Thiago Kosloski

GOIÁS: Tadeu; Maguinho (Diego), Lucas Halter, Bruno Melo e Hugo; Guilherme Marques (João Magno), Raphael Guzzo (Sidimar) e Morelli; Allano, Anderson Oliveira (Willian Oliveira) e Matheus Babi (Higor Meritão). Técnico: Armando Evangelista

Fonte: Esportes

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

Publicados

em


Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA