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Fortaleza vence o Corinthians pelo Brasileirão, com gol no final da partida

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O Fortaleza conquistou uma vitória por 2 a 1 sobre o Corinthians, no Castelão, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. Esse confronto serviu como uma prévia da semifinal da Sul-Americana, que será disputada daqui a duas semanas.

Os gols do time da casa foram marcados por Lucero, aos 26 minutos do primeiro tempo, e Yago Pikachu, aos 48 minutos do segundo tempo. Pedro marcou o gol dos visitantes, aos 32 minutos da etapa inicial.

Durante o jogo, Marinho teve um gol anulado por impedimento e também desperdiçou um pênalti. Além disso, o Fortaleza acertou o travessão com um chute de Pochettino na área, enquanto Wesley desperdiçou uma chance clara.

Com essa vitória, o Fortaleza permanece em oitavo lugar, porém chegou aos 35 pontos. Já o Corinthians continua em 14º lugar, com 26 pontos.

Esse confronto foi um ensaio para a semifinal que está por vir. As equipes iniciarão a disputa pela vaga na final da Sul-Americana no dia 26, na Neo Química Arena, e se enfrentarão novamente no Castelão, em 3 de outubro, para definir a classificação.

O próximo jogo do Corinthians será contra o Grêmio, em casa, na segunda-feira (18), pelo jogo atrasado do Brasileirão. Já o próximo compromisso do Fortaleza será contra o São Paulo, no Morumbi, na quarta-feira (20), pela 24ª rodada.

O Corinthians entrou em campo desfalcado e com algumas novidades. Sem Maycon, que estava suspenso, e poupando Renato Augusto, Rojas, Fagner e Fabio Santos, o técnico Luxemburgo optou por colocar Pedro entre os titulares e jogar com três zagueiros.

O Alvinegro paulista adotou uma postura defensiva e se limitou a segurar a pressão do time da casa. Com uma linha de cinco jogadores na defesa e Yuri Alberto isolado na frente, a equipe comandada por Luxemburgo não conseguiu criar jogadas nem aliviar a pressão sobre a defesa.

O Fortaleza insistiu até marcar o primeiro gol, aproveitando um erro na saída de bola do adversário. O Leão do Pici dominava as ações e ocupava o campo de ataque, explorando jogadas em profundidade e pressionando o adversário.

O Corinthians conseguiu empatar em uma jogada de bola parada com um herói “improvável”. O jovem atacante de 17 anos, que voltou a jogar após dois meses, marcou o único gol de perigo dos visitantes na primeira etapa.

No intervalo, Luxemburgo fez mudanças no time e a equipe melhorou. O técnico abandonou o esquema com três zagueiros, substituindo Léo Maná por Wesley, e o time passou a ultrapassar o meio-campo com mais frequência, criando perigo ao adversário.

O Fortaleza perdeu intensidade no segundo tempo e quase viu o Corinthians virar o jogo, além de errar um pênalti. Marinho, que foi uma ameaça constante para a defesa do Corinthians durante a partida, se machucou após desperdiçar a cobrança e foi substituído chorando.

A vitória, no entanto, veio nos últimos minutos. Aproveitando mais um erro de Bidu, que havia cometido o pênalti, Pikachu não perdoou e garantiu o resultado.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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