Esporte
Fortaleza vence América-MG no jogo de ida das quartas de final da Sul-americana
Esporte
Com dois gols de Guilherme, o Fortaleza bateu o América Mineiro por 3 a 1 na Arena Independência em partida válida pelo jogo de ida das quartas de final da CONMEBOL Sudamericana. O meia Tomás Pochettino também marcou e Mastriani descontou para os donos da casa. O duelo de volta será no dia 31 de agosto, às 19h, na capital cearense.
Com mais posse de bola, o Leão teve a primeira chance com Guilherme, que fez boa jogada pela esquerda, levou até o meio e finalizou cruzado para fora. Mas aos 13 minutos, o atacante não desperdiçou. Tinga clareou a marcação e cruzou na cabeça de Guilherme, bem posicionado, abriu o placar na Arena Independência. Em contínua intensidade e criando mais chances, Pochettino ampliou o placar aos 20′. Guilherme pressionou a saída de bola, o goleiro tentou desarmar Lucero, que driblou e cruzou para o meia na entrada da área. O camisa 7 estava lá para finalizar com categoria com gol aberto. Aos 40′, o Fortaleza pressionou mais uma vez a saída de bola e Marinho tocou para Guilherme, que apareceu livre para marcar o terceiro gol do Laion.
Na segunda etapa, o América começou assustando em cobrança de falta perigosa de Martínez, mas o goleiro João Ricardo fez uma grande defesa. O time mineiro tomou mais controle da partida, mas o Tricolor ficava atento aos contra ataques. Vojvoda fez as primeiras mudanças com Thiago Galhardo e Romarinho em campo. Aos 23′, Mastriani diminuiu para o time da casa. Assim, o Fortaleza fez mais duas alterações: Yago Pikachu e Pedro Augusto substituíram Marinho e Pochettino. Nos minutos finais, mesmo com a pressão do América, o Laion ainda teve chance com uma finalização de Yago Pikachu.
PRÓXIMO CONFRONTO
O Fortaleza volta à campo contra o Coritiba, neste domingo (27), às 18h30, no Estádio Presidente Vargas, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro.
FICHA TÉCNICA
AMÉRICA-MG 1 X 3 FORTALEZA
Local: Arena Independência, em Belo Horizonte (MG)
Data: 24 de agosto de 2023, quinta-feira
Horário: às 19h (de Brasília)
Árbitro: Wilmar Roldán (COL)
Assistentes: Alexander Guzmán (COL) e Wilmar Navarro (COL)
VAR: Juan Lara (CHI)
Cartões amarelos: Daniel Borges e Burgos (América-MG). João Ricardo e Juan Vojvoda (Fortaleza).
GOLS:
Fortaleza: Guilherme (aos 14 e aos 40 minutos do 1ºT), Pochettino (aos 20 minutos do 1ºT).
América-MG: Mastriani (aos 23 minutos do 2ºT).
AMÉRICA-MG: Cavichioli; Daniel Borges, Éder, Burgos e Danilo Avelar (Marlon); Javier Méndez (Lucas Kal), Juninho e Emmanuel Martínez; Wellington Paulista (Mastriani), Paulinho Bóia (Rodrigo Varanda) e Pedrinho (Felipe Azevedo). Técnico: Fabián Bustos
FORTALEZA: João Ricardo; Tinga, Brítez, Titi e Bruno Pacheco; Caio Alexandre (Lucas Crispim), Zé Welison e Pochettino (Pedro Augusto); Guilherme (Romarinho), Marinho (Yago Pikachu) e Lucero (Thiago Galhardo). Técnico: Juan Pablo Vojvoda
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
-
Política7 dias atrásNa CMO, especialistas pedem mais recursos para melhorar educação infantil
-
Cidades6 dias atrásNovo confirma Marcelo Maluf como vice de Wellington Fagundes na disputa pelo Governo de MT
-
Cidades6 dias atrásPGE diz que irá colaborar com investigação da PF sobre acordo com empresa de telefonia
-
Cidades6 dias atrásPolícia Federal faz buscas na casa de Mauro Mendes durante investigação sobre suposto desvio de recursos
-
Política1 dia atrásCRE aprova marco da OIT sobre saúde e segurança no trabalho
-
Polícia Federal6 dias atrásOperação Heritage: PF investiga suposto desvio de R$ 308 milhões em acordo firmado entre Governo de MT e empresa de telefonia
-
Cidades6 dias atrásWellington articula expulsão de prefeitos do PL após apoio à candidatura de Pivetta
-
Agricultura6 dias atrásComo previsto, Selic cai, mas juro de 14% mantém agronegócio sob forte pressão

