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Fortaleza goleia o Inter; América-MG e Capital-DF, também se classificam

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Dentro de campo em busca das classificações, Desportivo Brasil e Capivariano lutaram até o fim, mas foram eliminados da Copinha Sicredi por América-MG e Capital-DF, respectivamente. Nos outros jogos desta tarde, a Chapecoense-SC perdeu para o Tiradentes-PI e o Fortaleza-CE se classificou sobre o Internacional-RS.

O Desportivo Brasil recebeu o América-MG no Ernerto Rocco, em Porto Feliz, para tentar a classificação na próxima fase. Dentro de casa, o time paulista pressionou e saiu vencendo por 2 a 0 sobre os visitantes, com gols de Cláudio e Kauan. Porém, o América-MG buscou o resultado com Iago Andrade e Matheus Carvalho, já no segundo tempo. Com empate no tempo normal, a decisão foi para as penalidades. Nas cobranças, o América-MG venceu por 5 a 3.

No jogo entre Capital-DF e Capivariano, o time candango não deu chance para o paulista e goleou por 4 a 0. No José Ferreira Alves, em Tietê, o Capital-DF abriu o placar com Quarcoo, ampliou com Rian, que fez também o terceiro, e fechou a conta no marcador com o segundo gol de Quarcoo na partida. O time do Distrito Federal está na próxima fase.

No mesmo horário, o Fortaleza-CE enfrentou o Internacional-RS e também garantiu o avanço com certa facilidade jogando no Antônio Viana da Silva, em Assis. O time cearense também goleou por 4 a 0 os gaúchos. Os gols da classificação foram de Iarley Barros, que marcou hat-trick nesta tarde, e Paulo Roberto fez o quarto ao concretizar a vitória e o avanço do Fortaleza-CE.

Em Cravinhos, no José Vessi, a Chapecoense-SC recebeu o Tirandentes-PI e os times protagonizaram um jogo com emoção que foi decidido nos pênaltis. No tempo regulamentar, os visitantes abriram o placar com Guilherme, mas a Chapecoense se acertou dentro de campo e chegou a abrir 4 a 1 ainda no primeiro tempo, com gols de Arthur Vanzella, Diego Coser (2x) e Cacá.

Na segunda etapa da partida, o Tirandentes-PI foi para cima do adversário e conseguiu empatar o placar com gols de Alisson, Francisco e Honorato, sendo o último de pênalti. Nas cobranças, o Tiradentes-PI foi melhor ao fazer 5 a 4 e conquistou a classificação.

Confira os jogos desta sexta-feira:
11h

Tanabi-SP 1 (1) x (4) 1  Athletico-PR – Pedro Lino
14h15
Desportivo Brasil-SP x America-MG – Will
15h

Chapecoense-SC x Tiradentes-PI – Eslen
Fortaleza-CE x Internacional-RS – Eslen
Capital-TO x Capivariano-SP – Eslen

16h
Coimbra-MG x Figueirense-SC – Isa

16h30

Fluminense-RJ x Ituano-SP – Isa
17h15

Corinthians-SP x Guarani-SP – Eslen

19h

Ferroviaria-SP x Gama-DF – Eslen

Criciuma-SC x São-Carlense-SP – Eslen
19h15

Gremio-RS x Mirassol-SP – Eslen

19h30

Botafogo-RJ x Novorizontino-SP – Eslen
19h45

Atlético-GO x Marilia-SP – João
20h30

XV de Jaú-SP x CRB-AL – João até ir embora.

21h30

Catanduva-SP x Ponte Preta-SP – Caio

Ceara-CE x São Paulo-SP – Caio





AGÊNCIA DE ESPORTES

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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