Esporte
Fluminense vence o Olimpia e se aproxima da semi final da Libertadores
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O Fluminense confirmou o mando de campo e venceu o Olimpia por 2 a 0 no Maracanã, no jogo de ida das quartas de final da Libertadores, realizado hoje (24).
Os gols da vitória foram marcados por André, aos 42 minutos do primeiro tempo, e Cano, aos 13 minutos da segunda etapa.
Com essa vitória, o Fluminense pode perder por até um gol de diferença no jogo de volta e ainda se classificar para a semifinal.
O vencedor deste confronto enfrentará o vencedor da partida entre Bolívar e Internacional na semifinal.
O jogo de volta entre Fluminense e Olimpia acontecerá no Paraguai, na quinta-feira (31), às 21h30 (horário de Brasília).
Antes disso, o Fluminense jogará contra o Athletico pelo Campeonato Brasileiro no domingo (27), às 18h30, na Arena da Baixada. Já o Olimpia enfrentará o Sportivo Luqueño também no domingo, às 17h30, pelo Campeonato Paraguaio.
Durante o jogo, o Fluminense dominou as ações e conseguiu marcar os gols, enquanto o Olimpia se defendeu e teve dificuldades para contra-atacar.
O Fluminense teve várias chances de ampliar o placar e o Olimpia não conseguiu finalizar com perigo.
Alguns lances de destaque foram uma defesa do goleiro Espínola em um chute de Cano, uma finalização de Cano desviada para abrir o placar e o segundo gol marcado por Cano após um cruzamento de Martinelli.
FICHA TÉCNICA
Fluminense 2×0 Olimpia
Data: 24/08/2023
Hora: 21h30 (de Brasília)
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro
Competição: Jogo de ida das quartas de final da Libertadores
Público: 64.047
Árbitro: Andrés Matonte (URU)
Assistentes: Nicolas Tarán (URU), Martin Soppi (URU)
VAR: Andrés Cunha (URU)
Cartões amarelos: John Kennedy, Nino, Lelê (FLU); Walter González, Gamarra, Fernando Cardozo (OLI)
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: André, Cano (FLU)
Fluminense: Fábio, Samuel Xavier (Guga), Nino, Felipe Melo (Martinelli), Diogo Barbosa; André, Ganso (Alexsander), Arias (Leo Fernández); John Kennedy (Lelê), Keno, Cano. Técnico: Fernando Diniz
Olímpia: Juan Espínola; Alejandro Silva (Salazar), Jhohan Romaña, Mateo Gamarra, Facundo Zabala; Junior Barreto, Fernando Cardozo, Ramon Martínez (Hugo Quintana), Iván Torres (Marcos Gómez), Hugo Fernández (Derlis González); Walter González (Paiva). Técnico: Francisco Arce
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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