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Fluminense vence o Olimpia e pega o Inter na semifinal da Libertadores

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O Fluminense surpreendeu o Olimpia, garantindo uma vitória convincente no Paraguai por 3 a 1 e avançando para as semifinais da Libertadores. Com um placar agregado de 5 a 1, o Tricolor das Laranjeiras confirmou sua classificação. Os gols foram marcados por John Kennedy e Cano, que marcou duas vezes, aos 24 minutos do primeiro tempo, aos 35 e aos 47 do segundo tempo, respectivamente. Zabala marcou para os paraguaios aos 44 minutos antes do intervalo.

Na próxima fase, o Fluminense enfrentará o Internacional, com o time colorado decidindo o segundo jogo em casa devido à melhor campanha na fase de grupos. Os jogos das semifinais estão marcados para as semanas de 27 de setembro e 4 de outubro.

Com a vaga nas semifinais, a equipe de Diniz garantiu uma premiação de R$ 11,3 milhões. Se avançar para a final, o Fluminense poderá receber no mínimo mais R$ 34,4 milhões, valor dado ao vice-campeão, podendo chegar a R$ 88,5 milhões se conquistar o título inédito.

Antes do confronto na Libertadores, o Fluminense jogará contra o Fortaleza no domingo (3) às 16h (horário de Brasília) no Maracanã, pela 22ª rodada do Brasileirão.

O Fluminense volta às semifinais da Libertadores após 15 anos. A última vez que a equipe chegou a essa fase foi em 2008, quando avançou para a final, mas foi derrotada nos pênaltis pela LDU.

No início do jogo, o Olimpia pressionou o Fluminense, especialmente com jogadas aéreas, na tentativa de diminuir a desvantagem. Os paraguaios avançaram suas linhas, pressionaram no campo de ataque e empurraram o adversário para seu próprio gol, impedindo que a equipe visitante impusesse seu estilo de jogo.

Os comandados de Diniz encontraram dificuldades para criar oportunidades, mas foram eficientes no contra-ataque. John Kennedy abriu o placar com o primeiro e único chute certeiro da equipe no primeiro tempo.

O gol do Fluminense diminuiu o ímpeto da equipe da casa. Com uma vantagem agregada de 3 a 0 e o adversário abalado, o time brasileiro conseguiu equilibrar o jogo e administrar o resultado com menos pressão.

No entanto, o Olimpia conseguiu empatar pouco antes do intervalo, recuperando o ânimo. O gol nos minutos finais trouxe uma nova esperança para o clube paraguaio.

No segundo tempo, a equipe da casa não conseguiu manter o ritmo, teve um jogador expulso e acabou sofrendo mais gols. Correndo contra o tempo, os jogadores do Olimpia passaram a adotar uma postura mais agressiva, recebendo uma série de cartões e viram Cano acabar com qualquer tentativa de reação.

Após os 180 minutos, o Fluminense não repetiu o destino do Flamengo e voltou para o Brasil classificado. O Rubro-Negro havia vencido o Olimpia por 1 a 0 no jogo de ida, mas foi derrotado por 3 a 1 no Paraguai, frustrando as expectativas de um Fla-Flu nas quartas de final da Libertadores – e agora vê o rival chegar à semifinal.

FICHA TÉCNICA

Olimpia 1 x 3 Fluminense

Competição: Volta das quartas de final da Libertadores
Local: Estádio Defensores del Chaco, em Assunção, no Paraguai
Data e hora: 31 de agosto de 2023, às 21h30
Árbitro: Jesus Valenzuela
Assistentes: Martínez e Moreno
VAR: Mauro Vigliano
Amarelos: Felipe Melo, Cardozo, Salazar, Fernández
Vermelho: Cardozo

Gols: John Kennedy, aos 24’/1ºT, Zabala, aos 44’/1ºT, e Cano, aos 35’/2ºT e aos 47’/2ºT

Olimpia: Espínola; Salazar, Romaña, Gamarra e Zabala; Alessandro Silva, Gómez (Paiva), Ortiz e Iván Torres (Fernández); Cardozo e Bruera (Derlis González). Técnico: Francisco Arce

Fluminense: Fábio; Samuel Xavier, Nino, Felipe Melo (Marlon) e Danilo Barbosa; André, Ganso (Lima), Arias e Keno (Alexsander); Cano e John Kennedy. Técnico: Fernando Diniz

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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