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Fluminense vence o Fortaleza com gol no fim em ‘despedida’ de Diniz
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O Fluminense conquistou uma vitória por 1 a 0 sobre o Fortaleza no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, neste domingo (03.09), pela 23ª rodada do Brasileirão. O gol decisivo foi marcado nos minutos finais do jogo.
Com esse resultado, o Fluminense ocupa a quinta posição no Brasileirão, com 39 pontos, enquanto o Fortaleza permanece em oitavo, com 32.
Esse foi o último jogo de Fernando Diniz como técnico do Fluminense antes de sua estreia na seleção brasileira. Ele viajará ainda hoje (3) para Belém.
Agora, as duas equipes aproveitarão a pausa para a Data Fifa e só voltarão a jogar daqui a alguns dias. O Fluminense enfrentará o Vasco no dia 16, sábado, às 16h. Já o Fortaleza enfrentará o Corinthians no dia 14, quinta-feira, às 19h.
Ambas as equipes são semifinalistas de competições continentais. O Fluminense na Libertadores e o Fortaleza na Sul-Americana.
O Fluminense teve um desfalque de última hora com o zagueiro Nino sendo poupado devido ao cansaço físico. Paulo Henrique Ganso também ficou fora após uma pancada no joelho esquerdo durante o jogo contra o Olimpia.
O técnico Fernando Diniz e o lateral-direito Samuel Xavier receberam o terceiro cartão amarelo e ficarão fora do clássico contra o Vasco, após a pausa para a Data Fifa.
O jogo começou agitado, com polêmica após um pedido de pênalti do jogador Cano, do Vasco, que foi negado pelo árbitro. A primeira boa chance foi do Fortaleza, aos 14 minutos, com Lucero exigindo uma ótima defesa de Fábio.
O Fortaleza teve um susto aos 18 minutos, quando João Ricardo precisou de atendimento médico após defender um chute de Cano. Fernando Miguel aqueceu, mas o goleiro titular permaneceu em campo.
Apesar da expectativa de um bom jogo, o primeiro tempo foi marcado por muitas faltas e erros, com poucos lances de ataque. O jogo foi picotado e com poucas emoções, além de um gramado ruim. Foram 71 passes errados.
A partida teve muitas interrupções no primeiro tempo, causadas pelo árbitro. Diogo Barbosa e Brítez receberam cartões amarelos por reclamação, assim como o técnico Fernando Diniz. Ao todo, foram seis cartões amarelos.
No início do segundo tempo, o Fortaleza tentou pressionar e chegar ao gol, mas sem efetividade. O Fluminense também conseguiu criar mais jogadas de ataque.
Os dois treinadores fizeram muitas alterações nas equipes na primeira parte do segundo tempo, com Diniz até mudando a formação tática da equipe. No entanto, parecia que nenhum time estava realmente se esforçando para vencer o jogo. As mudanças deixaram o Fluminense mais vulnerável, possibilitando chegadas do Fortaleza, que falhava na tomada de decisão.
Com a necessidade de marcar o gol, as equipes abandonaram o meio-campo e passaram a apostar no contra-ataque para ameaçar o adversário. Arias chegou a pedir um pênalti nos minutos finais, mas o árbitro não concedeu, o que gerou mais reclamações da torcida tricolor.
No entanto, a persistência de Lima em uma jogada nos acréscimos resultou no gol da vitória do Fluminense, marcado por Diogo Barbosa. Ainda houve tempo para o preparador físico Marcos Seixas ser expulso do banco de reservas logo em seguida.
FICHA TÉCNICA
Fluminense 1 x 0 Fortaleza
22ª rodada do BrasileirãoLocal: Estádio Raulino de Oliveira, Volta Redonda (RJ)
Data: 3 de setembro de 2023
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Andre Luiz Skettino Policarpo Bento (MG)
Assistentes: Guilherme Dias Camilo (FIFA-MG) e Felipe Alan Costa de Oliveira (MG)
VAR: Rafael Traci (VAR-FIFA-SC)
Cartões amarelos: Diogo Barbosa, Samuel Xavier, John Kennedy, André, Fernando Diniz (FLU), Brítez, Zé Welison, Escobar (FOR)
Cartões vermelhos: Marcos Seixas (preparador físico) (FLU)
Gols: Diogo Barbosa (aos 46 minutos do segundo tempo)
Público presente: 10.035 pessoas
Fluminense: Fábio; Samuel Xavier, Felipe Melo (Martinelli), David Braz, Diogo Barbosa; André, Alexsander (Daniel), Arias, Keno (Lima), John Kennedy (Lelê), Cano (Leo Fernández). Técnico: Fernando Diniz.
Fortaleza: João Ricardo; Tinga, Emanuel Brítez, Titi, Bruno Pacheco; Zé Welison (Pedro Augusto), Caio Alexandre, Pochettino (Thiago Galhardo); Yago Pikachu (Machuca), Guilherme (Escobar) e Lucero (Romarinho). Técnico: Vojvoda.
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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