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Fluminense vence o Cruzeiro e entra no G4 do Brasileirão

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Na noite desta quarta-feira (20), o Fluminense venceu o Cruzeiro por 1 a 0 em partida válida pela 24ª rodada do Brasileirão.

O jogo aconteceu no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Leo Fernández marcou o único gol do confronto em uma cobrança de falta enganosa que surpreendeu o goleiro Rafael Cabral.

Com esse resultado, o Fluminense entrou no G4 do Brasileirão, assumindo a quarta posição com 41 pontos. Já o Cruzeiro permanece em 11º lugar, com 29 pontos, cinco a mais que o Santos, o primeiro time na zona de rebaixamento.

O próximo desafio do Fluminense será o jogo de ida da semifinal da Libertadores contra o Internacional, que acontecerá no Rio de Janeiro na próxima quarta-feira (27) às 21h30.

Já o Cruzeiro voltará a jogar pelo Brasileirão no domingo (1), quando enfrentará o América-MG em casa às 16h.

O jogo foi bastante equilibrado, com o Cruzeiro tendo paciência para desenvolver as jogadas e o Fluminense buscando o gol, mas errando no último passe.

Mesmo com o Cruzeiro criando mais volume de jogo, foi o Fluminense que chegou mais perto de marcar.

No segundo tempo, o Fluminense continuou pressionando e abriu o placar com Leo Fernández.

O Cruzeiro tentou pressionar nos minutos finais em busca do empate, mas não conseguiu.

FICHA TÉCNICA
Fluminense 1 x 0 Cruzeiro

Data: 20/09/2023
Horário: 21h30 (de Brasília)
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, RJ
Competição: 24ª rodada do Campeonato Brasileiro
Árbitro: Matheus Delgado Candançan (SP)
Assistentes: Bruno Raphael Pires (Fifa-GO) e Daniel Paulo Ziolli (SP)
VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (Fifa-SP)
Cartões amarelos: Wesley (CRU), Nino, Felipe Melo, André, Fábio, Keno, Marcelo (FLU)

Gols: Leo Fernández (21’/2ºT)

Fluminense: Fábio; Samuel Xavier, Nino, Felipe Melo (Martinelli) e Diogo Barbosa; André, Alexsander (Marcelo), Lima (Leo Fernández) e Keno (Marlon); John Kennedy e Cano (Yony González). Técnico: Fernando Diniz.

Cruzeiro: Rafael Cabral; William, Neris, Oliveira e Marlon; Matheus Jussa, Lucas Silva (Machado), Mateus Vital (Stênio) e Nikão (Paulo Vitor); Wesley (Arthur Gomes) e Gilberto (Bruno Rodrigues). Técnico: Zé Ricardo.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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