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Fluminense vence o Argentinos Juniors e está nas quartas de final da Libertadores

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O Fluminense está nas quartas de final da Conmebol Libertadores. Guerreiro, o Tricolor lutou do início ao fim e venceu o Argentinos Juniors por 2 a 0 em noite de simbiose perfeita entre time e torcida em um Maracanã lotado.

Samuel Xavier, que havia marcado no primeiro jogo, e John Kennedy foram os responsáveis pelos gols da classificação nesta terça-feira (08/08).

Mais de 60 mil tricolores lotaram o estádio, empurraram a equipe do início ao fim e explodiram com o apito final. Agora, o Fluminense aguarda o vencedor do confronto entre Olimpia-PAR e Flamengo para saber quem enfrentará no duelo valendo vaga na semifinal.

Sob comando do técnico Fernando Diniz, a equipe volta a campo no domingo (13/08), em partida válida pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro. O confronto, diante do Grêmio, acontece às 16h, na Arena do Grêmio.

PRIMEIRO TEMPO

Após início de jogo disputado e com boas movimentações, o Fluminense assustou pela primeira vez aos 16 minutos. Jhon Arias cobrou falta lateral e Cano, de cabeça, mandou para fora. Aos 28, o Tricolor roubou a bola no campo de ataque e a posse ficou com Cano na intermediária. O argentino limpou o lance e arriscou o chute, mas não acertou o gol. Aos 32, Ganso cobrou falta, a bola desviou na barreira e, por pouco, não entrou no cantinho do gol.

Aos 38 minutos, Keno conseguiu bom lançamento para Cano na área. O camisa 14, porém, não alcançou. Aos 44, Arias finalizou cruzado e a bola ficou com o goleiro.

SEGUNDO TEMPO

Aos 7 minutos da segunda etapa, após o goleiro afastar cobrança de escanteio de Ganso, Keno ficou com a sobra e levantou para Cano na área. O argentino cabeceou firme obrigando o goleiro a fazer a defesa em dois tempos. Aos 25, Diogo Barbosa tabelou com Ganso e avançou em contra-ataque. Ao chegar na linha de fundo, o lateral cruzou, mas o goleiro conseguiu se antecipar a Cano.

Aos 29 minutos, Samuel Xavier cruzou e Nino cabeceou por cima do travessão. Aos 40, após disputa de bola na área, John Kennedy conseguiu o desvio para Samuel Xavier, que mandou uma bomba no ângulo e abriu o placar. Aos 51, a classificação foi selada com John Kennedy. O atacante recebeu lançamento de Daniel, invadiu a área, limpou o defensor e bateu na saída do goleiro, colocando de vez o Fluminense nas quartas de final da Conmebol Libertadores.

FICHA TÉCNICA

Fluminense 2 x 0 Argentino Juniors

Libertadores – Oitavas de final (Jogo de Volta)

08/08/2023, 19h – Maracanã

Fluminense: Fábio; Samuel Xavier, Nino, Felipe Melo (Martinelli) e Diogo Barbosa; André, Lima (Daniel) e PH Ganso; Keno (John Kennedy), Jhon Arias e Germán Cano (Marlon). Técnico: Fernando Diniz

Argentino Juniors: Lanzillotta; Di Cesare, Villalba, Minissale (Heredia); Redondo, Cabrera (Rodrigo Cabral), Moyano e González (Dominguez); Montiel, Rodríguez (Verón) e Gondou (Nuss). Técnico: Gabriel Milito

Gols: Samuel Xavier (40‘ 2T), John Kennedy (51‘ 2T) (FLU)

Cartões amarelos: Nino, André, John Kennedy e Samuel Xavier (FLU); Minissale, Gondou, Di Cesare, Redondo (ARG)

Cartão vermelho: Montiel (ARG)

Arbitragem: Alexis Herrera, auxiliado por Lubin Torrealba e Alberto Ponte

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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