Esporte
Fluminense e Internacional fazem jogo eletrizante e vaga para final está aberta
Esporte
No Maracanã lotado, Fluminense e Internacional tiveram um jogo intenso com atmosfera de Libertadores hoje (27) e empataram por 2 a 2 na primeira partida das semifinais da competição.
Cano marcou os dois gols do Fluminense, enquanto Hugo Mallo e Alan Patrick balançaram as redes pelo Internacional. O time gaúcho teve um jogador a mais durante todo o segundo tempo e teve dois gols anulados.
A partida decisiva entre as equipes ocorrerá na próxima quarta-feira (4), também às 21h30 (horário de Brasília), no Beira-Rio. O vencedor enfrentará na grande final o ganhador do confronto entre Palmeiras e Boca Juniors, que disputam o primeiro jogo das semifinais amanhã (28).
Antes do próximo encontro, entretanto, Inter e Flu entrarão em campo pelo Brasileirão neste sábado (30). O Fluminense enfrentará o Cuiabá em casa, enquanto o Internacional jogará contra o Atlético-MG, também em seu estádio.
O Internacional foi mais perigoso no ataque, aproveitando a linha defensiva alta do Fluminense no início da partida. A equipe de Diniz apostava em contra-ataques e conseguiu abrir o placar com apenas nove minutos de jogo. Fábio e Rochet trabalharam bastante para manter a desvantagem do placar um pouco mais modesta no primeiro tempo.
A emoção continuou até os acréscimos da primeira etapa, com a expulsão de Samuel Xavier, do Fluminense, e o empate do Internacional logo em seguida. Samuel levou o segundo cartão amarelo – resultando no vermelho – por uma entrada em Valencia. Em seguida, os visitantes igualaram o placar em uma jogada pelo lado do lateral tricolor que havia sido expulso.
Cano marcou mais dois gols, ampliando sua liderança como artilheiro da competição. O centroavante argentino agora tem 11 gols no torneio, quatro a mais que o segundo colocado, Paulinho, do Atlético-MG, que já foi eliminado.
FICHA TÉCNICA
FLUMINENSE 2 x 2 INTERNACIONAL
Competição: Jogo de ida das semifinais da Copa Libertadores
Data e horário: 27 de setembro de 2023, às 21h30 (de Brasília)
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Público: 67.515
Árbitro: Darío Herrera (ARG)
Assistentes: Juan Belatti (ARG) e Diego Bonfá (ARG)
VAR: Mauro Vigliano (ARG)
Cartões amarelos: Alexsander (Flu); Johnny e Lucca (Inter)
Cartões vermelhos: Samuel Xavier (Flu)
Gols: Cano (aos 9′ do 1º tempo e aos 32′ do 2º tempo), Hugo Mallo (aos 49 minutos do 1º tempo) e Alan Patrick (aos 18 minutos do 2º tempo)
Fluminense: Fábio; Samuel Xavier, Nino, Felipe Melo (Marlon) e Marcelo; André, Ganso (Alexsander) e Arias; John Kennedy (Guga), Keno (Lima) e Cano. Técnico: Fernando Diniz.
Internacional: Rochet; Hugo Mallo, Vitão (Igor Gomes), G. Mercado e Renê; Johnny (Rômulo), Aránguiz (Bruno Henrique), Mauricio (Dalbert) e Alan Patrick (Lucca); Wanderson e Enner Valencia. Técnico: Eduardo Coudet.
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
-
Cidades1 dia atrásPivetta cobra providências de prefeita após vídeo de diretor do DAE recebendo dinheiro
-
Política2 dias atrásCRE aprova marco da OIT sobre saúde e segurança no trabalho
-
Cidades2 dias atrásSinfra avança na compra de equipamentos para Aliança pela Água em VG, afirma Pivetta
-
Política2 dias atrásSenado celebrará criação da Frente Parlamentar pela Paz Mundial
-
Política1 dia atrásCMO aprova crédito extra para atender vítimas de desastres climáticos
-
Política1 dia atrásApós acordo, redução de tributos sobre combustíveis vai à sanção
-
Política2 dias atrásDebate no Plenário aponta gargalos para expansão de energias renováveis
-
Política2 dias atrásCinco medidas provisórias perdem validade e outras cinco são prorrogadas

