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Flu terá de superar perda da Libertadores de 2008 para bater LDU na Sul-Americana

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Tricolor carioca também perdeu final da Sul-Americana em 2009 para equatorianos

Da Redação

 

No duelo contra a LDU, do Equador, nesta quinta-feira, às 19h15, no estádio do Maracanã, no Rio, pela rodada de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana, oFluminense não lutará somente pela permanência no torneio continental. Para o torcedor tricolor, será uma oportunidade de superar, ao menos em parte, o trauma pela perda dos títulos da Copa Libertadores de 2008 e da própria Sul-Americana do ano seguinte para a equipe equatoriana.

Muitos torcedores não se esquecem daquela noite de 2 de julho, no Maracanã tomado por quase 80 mil pessoas, quando o Fluminense deixou escapar o que seria o primeiro título da Libertadores do clube em sua história nas cobranças de pênaltis – o time carioca havia vencido no tempo normal por 3 a 1, revertendo uma desvantagem depois de derrota por 4 a 2, em Quito.

O elenco atual é completamente diferente daquele de quase 10 anos atrás, mas os jogadores da atualidade sabem que o confronto tem um componente especial. O atacante Henrique Dourado confirmou, em entrevista coletiva nesta quarta-feira, que o aspecto emocional pesará na atuação da equipe.

No duelo contra a LDU, do Equador, nesta quinta-feira, às 19h15, no estádio do Maracanã, no Rio, pela rodada de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana, oFluminense não lutará somente pela permanência no torneio continental. Para o torcedor tricolor, será uma oportunidade de superar, ao menos em parte, o trauma pela perda dos títulos da Copa Libertadores de 2008 e da própria Sul-Americana do ano seguinte para a equipe equatoriana.

Muitos torcedores não se esquecem daquela noite de 2 de julho, no Maracanã tomado por quase 80 mil pessoas, quando o Fluminense deixou escapar o que seria o primeiro título da Libertadores do clube em sua história nas cobranças de pênaltis – o time carioca havia vencido no tempo normal por 3 a 1, revertendo uma desvantagem depois de derrota por 4 a 2, em Quito.

O elenco atual é completamente diferente daquele de quase 10 anos atrás, mas os jogadores da atualidade sabem que o confronto tem um componente especial. O atacante Henrique Dourado confirmou, em entrevista coletiva nesta quarta-feira, que o aspecto emocional pesará na atuação da equipe.

“Eram outros jogadores que estavam aqui, mas nós temos ciência porque somos nós que vestimos a camisa do Fluminense hoje. Temos que nos colocar na pele de quem estava, mas também não podemos deixar com que isso nos atrapalhe. Nossa atitude vai ser fundamental nessa partida”, avaliou Henrique Dourado.

O técnico Abel Braga terá um desfalque importante para o compromisso desta quinta-feira. O zagueiro e capitão Henrique está fora devido à uma lesão no bíceps femural da coxa esquerda (contusão ocorrida no empate da equipe carioca contra o Vitória, em Salvador, pelo Brasileirão), detectada em um exame de imagem realizado nesta semana. Nogueira, Reginaldo e Frazan são concorrentes à vaga.

Já o treinador uruguaio da LDU, Pablo Repetto, tem como um dos principais nomes no elenco o argentino Hernán Barcos, atacante bastante conhecido pela torcida brasileira devido às passagens por Palmeiras e Grêmio. O centroavante não integrava a equipe campeã da Libertadores de 2008 – ele chegou ao clube dois anos depois e participou do título da Recopa Sul-Americana daquele ano.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estadão Conteúdo

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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