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Flamengo vence o Vitória e leva vantagem para o jogo de volta da Copa do Brasil

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O Flamengo saiu na frente na disputa por uma vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil. Na noite desta quarta-feira (22), o Rubro-Negro superou o Vitória por 2 a 1 no Maracanã, no duelo de ida da quinta fase da competição. Com o triunfo, o time carioca joga por um empate na partida decisiva, marcada para o dia 14 de maio, às 21h30, no Barradão, em Salvador.

Primeiro tempo de gols rápidos e equilíbrio

A partida começou em ritmo intenso. Logo aos nove minutos, Evertton Araújo abriu o placar para o Flamengo ao acertar um forte chute de média distância após passe de Nico de La Cruz. A resposta do Vitória, porém, veio praticamente no lance seguinte. Dois minutos depois, Erick aproveitou uma bola sobrando na entrada da área e finalizou de primeira, deixando tudo igual.

O gol animou o time baiano, que tentou controlar mais o jogo e explorar erros na saída de bola flamenguista, enquanto o time da casa buscava retomar o domínio no meio-campo.

Flamengo volta melhor e garante a vitória

Na volta do intervalo, o Flamengo mostrou mais organização ofensiva. Aos sete minutos, Bruno Henrique recebeu pela esquerda, arrancou e fez um cruzamento preciso para Pedro, que subiu bem e cabeceou no canto, recolocando o Rubro-Negro em vantagem.

Depois do segundo gol, o time carioca seguiu criando chances. A melhor delas veio aos 35 minutos, quando Arrascaeta ficou livre diante do goleiro Lucas Arcanjo, mas acabou finalizando por cima, desperdiçando a oportunidade de ampliar o placar.

Decisão fica para o Barradão

Com o 2 a 1, o Flamengo leva vantagem para o jogo de volta. O Vitória, por sua vez, precisará vencer diante da sua torcida para seguir vivo na competição.

Próximos compromissos

Flamengo
Atlético-MG x Flamengo
• Brasileirão – 13ª rodada
26/04/2026 (domingo), 20h30
• Arena MRV — Belo Horizonte (MG)

Vitória
Athletico-PR x Vitória
• Brasileirão – 13ª rodada
26/04/2026 (domingo), 18h30
• Arena da Baixada — Curitiba (PR)

FICHA TÉCNICA
Flamengo 2 x 1 Vitória
Competição Copa do Brasil – Quinta fase (ida)
Local Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data 22 de abril de 2026 (quarta-feira)
Horário 21h30 (de Brasília)
Cartões Amarelos Danilo e Emerson Royal (Flamengo); Diego Tarzia (Vitória)
Cartões Vermelhos Nenhum
Gols Evertton Araújo 9′ 1ºT (Flamengo); Erick 11′ 1ºT (Vitória); Pedro 7′ 2ºT (Flamengo)
Arbitragem Árbitro: Anderson Daronco (RS); Assistentes: Leila Naiara Moreira da Cruz (DF), Michael Stanislau (RS); VAR: Thiago Duarte Peixoto (SP)
Flamengo Rossi; Emerson Royal, Danilo, Léo Ortiz, Ayrton Lucas (Alex Sandro); Evertton Araújo, De la Cruz (Saúl); Luiz Araújo (Samuel Lino), Everton Cebolinha (Arrascaeta), Bruno Henrique (Gonzalo Plata) e Pedro. Técnico: Leonardo Jardim
Vitória Lucas Arcanjo; Nathan Mendes, Cacá, Luan Cândido, Ramon (Edenílson); Caique, Zé Vitor (José Breno), Emmanuel Martínez; Erick (Marinho), Matheuzinho (Tarzia) e Renê (Fabri). Técnico: Jair Ventura

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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