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Flamengo vence o Náutico e é o único carioca na Copinha

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Mais seis jogos deram sequência na segunda fase da Copinha Sicredi na tarde deste sábado (13). O Vitória surpreendeu o Vasco e garantiu a classificação com goleada por 4 a 1, de virada. O quarteto paulista formado por Portuguesa, Aster Itaqua, Botafogo e Taubaté também avançou, junto com o São José-RS.

O Vasco foi eliminado pelo Vitória-BA ao ser goleado por 4 a 1. Após Cauã Paixão abrir o placar, Lawan (2x), Luis Miguel e Rodrigo Dias viraram no Antônio Soares de Oliveira, em Guarulhos. A Portuguesa garantiu a classificação ao vencer o Nova Mutum-MT por 2 a 0 para Francisco Marques Figueira, em Suzano.

No Ildeu Silvestre do Carmo, em Itaquaquecetuba, o Aster Itaqua marcou na final do segundo tempo e também avançou. O Botafogo-SP foi outro que marcou no finalzinho e desbancou o Floresta-CE com vitória por 2 a 1.

As outras duas partidas precisaram ser definidas nos pênaltis. Em Alumínio, no Senador José Ermírio de Moraes, o XV de Piracicaba empatou por 1 a 1 com o São José-RS, mas acabou eliminado nos pênaltis, por 6 a 5. O duelo entre Red Bull Bragantino e Taubaté, no Joaquim de Morais Filho, em Taubaté, terminou empatado sem gols. Nos pênaltis, o Taubaté venceu por 4 a 3.

A terceira fase começa a ser disputada já neste domingo. O mata-mata seguirá ainda com as oitavas de final, quartas de final, semifinais e final, sempre em jogos únicos. Em caso de empate no tempo normal, a decisão vai para os pênaltis.

Confira os resultados deste sábado:

Cuiabá-MT 0 x 1 Atlético Guaratinguetá-SP
Ibrachina-SP 4 x 0 Macapá-AP
Coritiba-PR 1 x 0 Retrô-PE
Avaí-SC 0 x 1 Juventus-SP
Portuguesa-SP 2 x 0 Nova Mutum-MT
Botafogo-SP 2 x 1 Floresta-CE
XV de Piracicaba-SP 1 (3) x (4) 1 São José-RS
Red Bull Bragantino-SP 0 (5) x (6) 0 Taubaté-SP
Aster Itaqua-SP 1 x 0 Oeste- SP
Vasco-RJ 1 x 4 Vitória-BA
17h
Juventude-RS x Água Santa-SP
17h15
Palmeiras-SP x Sport-PE
19h15
Atlético-MG x Sfera-SP
19h30
Santos-SP x EC São Bernardo-SP
21h30
Flamengo-RJ x Náutico-PE
Cruzeiro-MG x Madureira-RJ

Confrontos definidos da 3ª fase:

Athletico-PR x Ponte Preta-SP
Coimbra-MG x Grêmio-RS
Novorizontino-SP x Tiradentes-PI
Ferroviária-SP x São Paulo-SP
Atlético-GO x Corinthians-SP
Fortaleza-CE x CRB-AL
Ituano-SP x Criciúma- SC
Capital-DF x América-MG
Taubaté-SP x Atlético Guaratinguetá-SP
Vitória-BA x Ibrachina-SP
Coritiba-PE x Juventus-SP





AGÊNCIA DE ESPORTES

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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