Esporte
Flamengo se reapresenta no Ninho do Urubu e inicia preparação para a temporada 2024
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Após uma curta pausa para descanso, o Flamengo voltou aos trabalhos nesta segunda-feira (08), no Ninho do Urubu, dando início à sua pré-temporada em busca de novos desafios e conquistas em 2024. Sob o comando do técnico Tite e sua comissão, o elenco rubro-negro realizou uma série de exames e testes físicos para avaliar o estado de preparação dos jogadores.
Com uma agenda cheia neste ano, o Flamengo terá pela frente as disputas do Campeonato Carioca, Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil. Com seu histórico de sucesso nas últimas temporadas, o clube carioca busca manter-se no topo do futebol brasileiro e alcançar o tão desejado sucesso nas competições continentais.
O Mengão terá a sua primeira partida oficial de 2024 no Campeonato Carioca contra o Audax, no próximo dia 17, às 21h30, na Arena da Amazônia, em Manaus. Será o momento de mostrar a força do elenco e conquistar uma vitória inicial na busca pelo título estadual.
A pré-temporada é uma etapa crucial para a preparação física e técnica dos jogadores, visando aprimorar o entrosamento e o condicionamento físico do grupo. Sob o acompanhamento da comissão técnica, os atletas serão submetidos a treinamentos intensivos e atividades específicas para cada função em campo.
O Flamengo, conhecido pela sua qualidade técnica e mentalidade vencedora, conta com um elenco talentoso e experiente, que mescla jogadores consagrados com jovens promessas da base. Nomes como Arrascaeta, Gabigol, Everton Ribeiro e Bruno Henrique lideram um time que busca se consolidar como uma das grandes potências do futebol sul-americano.
A expectativa é alta para a temporada de 2024, e os torcedores rubro-negros estão confiantes em mais um ano de grandes conquistas. Com o apoio da torcida e a dedicação dos jogadores, o Flamengo promete lutar em todas as frentes, buscando títulos e alegrias para seus apaixonados seguidores.
A reapresentação do Flamengo marca o início de uma jornada desafiadora, onde cada partida e cada treino serão essenciais para atingir os objetivos traçados pelo clube. A torcida espera ver o Mengão com a mesma garra e determinação que o caracterizam, em busca de mais um ano inesquecível na história do clube.
Fonte: Esportes
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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