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Flamengo se impõe e vence o Botafogo no Nilton Santos, pelo Brasileirão

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Em uma partida emocionante pela 22ª rodada do Brasileirão, o Flamengo mostrou um ótimo desempenho e venceu o Botafogo por 2 a 1 no estádio Nilton Santos neste sábado (2). Os gols do clássico foram marcados por Marlon Freitas (contra) e Bruno Henrique.

Com essa vitória, o Mengão chegou a 39 pontos na tabela de classificação e ainda acabou com a invencibilidade do Alvinegro. O Flamengo começou o jogo buscando o ataque e abriu o placar logo aos 1 minuto de partida, quando Wesley recebeu um passe de Pedro e cruzou rasteiro na área. Infelizmente para o zagueiro do Botafogo, Marlon Freitas tentou cortar a jogada e acabou marcando um gol contra.

Mesmo após o gol, o Rubro-Negro não se acomodou e continuou pressionando no ataque. No entanto, o Botafogo conseguiu o empate aos 18 minutos, quando Tiquinho dominou dentro da área e Victor Sá finalizou com precisão. O jogo estava muito movimentado, com ambas as equipes buscando o gol a todo momento.

No segundo tempo, o Flamengo teve um gol anulado pelo VAR por impedimento de Bruno Henrique. Mas aos 27 minutos, o Mengão finalmente marcou o segundo gol, e foi com uma bela jogada de Bruno Henrique. O atacante recebeu a bola na esquerda, driblou JP Galvão e acertou um chute incrível no ângulo esquerdo do goleiro.

Nos minutos finais, o Botafogo tentou pressionar em busca do empate, mas o Flamengo mostrou muita garra e conquistou uma vitória importante contra o líder do campeonato. Além disso, o Mengão acabou com a invencibilidade do Alvinegro em casa.

O próximo compromisso do Rubro-Negro será contra o Athletico-PR no dia 13 de setembro, às 21h30, no estádio Kleber Andrade em Cariacica-ES. O jogo é válido pela 23ª rodada do Brasileirão.

FICHA TÉCNICA 

Botafogo 1 x 2 Flamengo

22ª Rodada do Campeonato Brasileiro
Local: Estádio Nilton Santos, RJ
Data e hora: 02/09/2023 às 21h
Arbitragem: Raphael Claus (Fifa-SP), Neuza Ines Back (Fifa-SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (SP)
Cartões amarelos: Ayrton Lucas (FLA), Bruno Henrique (FLA), Victor Cuesta (BOT), Tchê Tchê (BOT) e Fabrício Bruno (FLA)
Gols: Marlon Freitas (contra aos 1’1ºT), Victor Sá (18’1ºT) e Bruno Henrique (27’2ºT).

Botafogo: Lucas Perri; JP Galvão, Adryelson, Victor Cuesta e Marçal; Gabriel Pires (Tchê Tchê), Marlon Freitas e Eduardo (Janderson); Victor Sá (Júnior Santos), Matías Segovia (Luis Henrique) e Tiquinho Soares (Diego Costa).
Técnico: Bruno Lage.

Flamengo: Matheus Cunha; Fabrício Bruno, Erick e Léo Pereira; Wesley, Allan (Thiago Maia), Gerson (David Luiz), Victor Hugo (Everton Ribeiro) e Ayrton Lucas; Bruno Henrique (Everton Cebolinha) e Pedro.
Técnico: Jorge Sampaoli.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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