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Flamengo goleia e garante vaga para semifinal da Taça Guanabara

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O Vasco venceu o decisivo clássico com o Botafogo e complicou a vida do rival no Campeonato Carioca. Neste domingo, o Gigante da Colina ganhou de virada por 4 a 2, no Estádio Nilton Santos, pela 9ª rodada, e pulou para o G4 do Estadual.

O clássico tinha contornos decisivos para os dois lados, de olho nas semifinais do Carioca. O Botafogo iniciou a rodada na quarta colocação, com um ponto na frente do Vasco. O Gigante da Colina deu prova de força e ficou mais perto da fase decisiva, além de complicar a vida do rival.

Agora, o Botafogo, com 14 pontos, está fora da zona de classificação para a semifinal — ocupa o quinto lugar — e ainda tem mais um clássico pela frente, contra o Fluminense, na última rodada. O Fogão, assim, fica pressionado no Estadual perto de jogos decisivos pela Libertadores.

Já o Vasco, agora com 16 pontos, está na terceira colocação. O Nova Iguaçu, que tem 15 pontos, ainda joga na rodada e pode ultrapassar os cruzmaltinos. O Gigante da Colina não tem mais clássicos pela frente no Carioca — vai enfrentar Volta Redonda e Portuguesa-RJ — e depende apenas de si para se classificar para a semifinal.

O Botafogo, agora, tem um compromisso importante pela Copa Libertadores. O Fogão abre o duelo com o Aurora, da Bolívia, pela fase preliminar do torneio. O jogo de ida é nesta quarta-feira, às 21h30 (horário de Brasília), fora de casa.

O próximo compromisso do Botafogo pelo Campeonato Carioca é contra o Audax, sábado, às 16h (de Brasília), em Bacaxá. Já o Vasco enfrenta o Volta Redonda, também no sábado, às 17h30 (de Brasília), no Kleber Andrade, em Cariacica.

O JOGO

O técnico Tiago Nunes, mesmo perto da estreia na Libertadores, escalou força máxima e promoveu a estreia do lateral-direito uruguaio Damián Suárez no Botafogo. Do lado do Vasco, Ramón Díaz recorreu a Rojas e Maicon para formar o trio de zaga com Léo. Medel e João Victor cumpriram suspensão no clássico.

O Fogão marcou logo aos 2 minutos. Pela esquerda, Victor Sá tocou para Tchê Tchê. O volante, então, deu um bolão para o atacante. Ele chutou na saída do goleiro Léo Jardim e fez 1 a 0. O VAR, contudo, apontou impedimento e anulou o gol.

O Botafogo respondeu aos 9 minutos. Tiquinho Soares arriscou de fora da área. A bola foi por cima, com perigo. Já Eduardo não errou o alvo. Aos 20 minutos, ele tocou para Tiquinho, que ajeitou para o companheiro. O meia caprichou na finalização e fez um bonito gol no Nilton Santos: 1 a 0.

O Vasco empatou aos 28 minutos. Payet recebeu na entrada da área e deu um bolão, de trivela, para Galdames na área. Ele bateu, Gatito defendeu parcialmente, quase que em uma dividida, mas Galdames ficou com a bola e marcou: 1 a 1.

O clássico, então, ficou equilibrado. Até pelo contorno decisivo do clássico, as duas equipes continuaram buscando o ataque. Contudo, faltou acertar o passe ou cruzamento decisivo ou mais capricho na finalização. Assim, o primeiro tempo terminou 1 a 1.

No segundo tempo, aos 20 minutos, Gatito acionou Hugo. O lateral-esquerdo não dominou bem e foi surpreendido por Paulo Henrique, que roubou a bola e tocou na frente. Hugo, então, agarrou o rival na área. Pênalti. Vegetti bateu e fez 3 a 1. Foi o primeiro gol dele na temporada.

O Botafogo sentiu o golpe e o Vasco tratou de ampliar. Aos 37 minutos, após cruzamento da direita, Vegetti desviou e acertou o travessão. A bola bateu nas costas de Gatito Fernández e entrou: 4 a 1.

Léo Jardim apareceu bem na finalização de Victor Sá. O goleiro nada pôde fazer na sequência. Após cobrança de escanteio, Eduardo pegou o rebote e emendou uma bicicleta: golaço no Estádio Nilton Santos. Léo Jardim espalmou finalização de Hugo na sequência. O Vasco conseguiu uma vitória importante no Nilton Santos.

FICHA TÉCNICA

BOTAFOGO 2 X 4 VASCO

Campeonato Carioca 2024 – Nona rodada

Data: 18/02/2024, às 16h (de Brasília)

Local: Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)

Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa e Thiago Henrique Neto Corrêa Farinha
VAR: Rodrigo Nunes de Sá

Gols: Eduardo, 20’/1ºT (1-0); Galdames, 28’/1ºT (1-1); Lucas Piton, 0’/2ºT (1-2); Vegetti, 22’/2ºT (1-3); Vegetti, 37’/2ºT (1-4); e Eduardo, 40’/2ºT (2-4)

Cartão Amarelo: Danilo Barbosa, Junior Santos e Tchê Tchê (BOT); Ramón Díaz, Galdames, Paulo Henrique e Pumita Rodríguez (VAS)

BOTAFOGO: Gatito Fernández; Damián Suárez (Mateo Ponte, 16’/2ºT), Lucas Halter, Alexander Barboza e Hugo; Danilo Barbosa (Marlon Freitas, 16’/2ºT), Tchê Tchê (Kauê, 41’/2ºT) e Eduardo; Savarino (Junior Santos, 25’/2ºT), Victor Sá (Emerson Urso, 41’/2ºT) e Tiquinho Soares. Técnico: Tiago Nunes

VASCO: Léo Jardim; Rojas, Maicon e Léo; Paulo Henrique (Puma Rodríguez, 31’/2ºT), Zé Gabriel (Praxedes, 31’/2ºT), Galdames (Lucas Eduardo, 41’/2ºT), Payet (Mateus Carvalho, 25’/2ºT) e Lucas Piton; David (Adson, 31’/2ºT) e Vegetti. Técnico: Ramón Díaz





AGÊNCIA DE ESPORTES

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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