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Flamengo empata em clássico contra o Vasco no retorno ao Maracanã pelo Campeonato Carioca

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No retorno ao Maracanã para o Campeonato Carioca, o Flamengo ficou no empate sem gols contra o Vasco, em partida válida pela sexta rodada do torneio.

O clássico começou com o Flamengo mostrando iniciativa, pressionando o Vasco desde o primeiro minuto. Logo aos 40 segundos, Wesley sofreu falta na entrada da área, resultando em um cartão amarelo para o zagueiro vascaíno, mas a cobrança não resultou em perigo para o gol adversário. Pouco depois, o time da Gávea voltou a atacar, dessa vez pela esquerda, com Varela cruzando para Arrascaeta, que cabeceou com perigo, mas o goleiro defendeu.

O Flamengo continuou buscando o gol, tentando manter a maior parte de seus jogadores no campo adversário, mas não conseguiu encontrar espaço. A partir dos 20 minutos, a equipe perdeu um pouco de espaço, permitindo mais ataques do Vasco, mas sem levar muito perigo.

Aos 40 minutos, Arrascaeta arriscou um chute de fora da área, mas o goleiro espalmou para fora, resultando em um escanteio. Na cobrança, Fabrício Bruno subiu e cabeceou para fora. Poucos minutos depois, aos 43, Arrascaeta recebeu lançamento de Wesley e tocou de primeira para Pedro, que chutou de fora da área, mas a bola passou por cima do gol.

No retorno para o segundo tempo, o Flamengo entrou em campo com seu segundo uniforme. Logo no primeiro minuto, Wesley sofreu falta no campo adversário, e Arrascaeta cobrou para Fabrício Bruno, que cabeceou para fora. Aos 7 minutos, a bola sobrou para Pedro, que finalizou na área, mas foi bloqueado, gerando um escanteio. Na cobrança, Arrascaeta cruzou e Léo Pereira acertou um voleio por cima do gol.

O Flamengo seguiu valorizando a posse de bola, dominando o meio de campo. Em um lançamento de Arrascaeta aos 13 minutos, Gerson recebeu dentro da área, mas estava em posição de impedimento. Aos 18 minutos, Léo Pereira salvou mais uma vez o gol rubro-negro, tirando uma bola que já tinha passado pelo goleiro adversário.

Aos 21 minutos, Gabigol e Bruno Henrique entraram no lugar de Pedro e Everton Cebolinha, respectivamente. Aos 28 minutos, De La Cruz encontrou Gabigol, que chutou, mas o goleiro defendeu, embora Gabigol estivesse em posição de impedimento. Pouco depois, Gabigol arriscou de fora da área, mas o chute passou ao lado do gol adversário.

O técnico Tite fez mais uma substituição aos 31 minutos, com a entrada de Luiz Araújo no lugar de De La Cruz. Aos 40 minutos, Bruno Henrique sofreu falta perto da área adversária, pelo lado esquerdo do campo. Luiz Araújo lançou para Gabigol, que chutou de primeira, mas a bola passou por cima do gol.

Aos 40 minutos, Arrascaeta foi derrubado dentro da área e o árbitro marcou pênalti para o Flamengo! Gabigol foi para a cobrança, mas não conseguiu converter, batendo no canto direito do goleiro. Após cinco minutos de acréscimo, o árbitro encerrou a partida com o empate no Maracanã.





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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