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Flamengo e São Paulo empatam no Maracanã pela 19ª rodada do Brasileirão

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Na última rodada do primeiro turno do Brasileirão, o Flamengo empatou com o São Paulo por 1 a 1, neste domingo (13), no Maracanã. Pedro, de pênalti, marcou o gol rubro-negro nos acréscimos da segunda etapa.

Agora, a equipe de Jorge Sampaoli foca no jogo de volta das semifinais da Copa do Brasil, diante do Grêmio, na próxima quarta-feira, no Maraca.

O jogo
Os primeiros minutos de bola rolando foi com o Flamengo trocando passes e o São Paulo subindo a marcação para dificultar a transição da defesa para o ataque. Aos poucos, o Tricolor Paulista passou a sair mais para o jogo, trocando passes próximo à área rubro-negra.

Aos 24’, Bruno Henrique desceu em velocidade pela esquerda, fez o corte em dois marcadores e cruzou na área, mas ninguém conseguiu concluir a jogada. Na reta final da primeira etapa, o São Paulo abriu o marcador. Lucas Moura fez jogada individual e bateu da entrada da área no canto direito de Matheus Cunha: 1 a 0.

Nos acréscimos, Gabi recebeu na área e finalizou forte para boa defesa de Jandrei. O Rubro-Negro foi para o intervalo em desvantagem no placar.

O Flamengo voltou para o segundo tempo ocupando todo o campo ofensivo, trocando passes na intermediária do São Paulo. Aos 15’, Gerson fez jogada individual e tocou para Allan, que bate rasteiro para fora.

O time rubro-negro seguia no ataque, mas encontrava muitas dificuldades na criação das jogadas, no último passe para encontrar o companheiro em condições de finalizar. Aos 35’, Luiz Araújo cobrou falta na área e por muito pouco Bruno Henrique não conseguiu tocar na bola.

No minuto seguinte, Pedro fez boa jogada e passou para Everton Ribeiro, que lançou para Luiz Araújo. Ele cortou para a esquerda e chutou para fora. A bola passou perto da trave.

Nos acréscimos, Luiz Araújo foi derrubado na área por Michel Araújo. O árbitro assinalou o pênalti. Pedro foi para a cobrança e bateu firme no canto esquerdo de Jandrei para deixar tudo igual: 1 a 1. O Flamengo buscou o segundo gol até o fim, mas a partida terminou empatada no Maracanã.

FICHA TÉCNICA

Flamengo 1×1 São Paulo 

19ª Rodada do Campeonato Brasileiro
Local: Maracanã, RJ
Data e hora: 13/08/2023 às 18h30
Arbitragem: Rafael Rodrigo Klein (RS), Guilherme Dias Camilo (MG) e Michael Stanislau (MG)
Cartões amarelos: Wesley (FLA), Juan (SÃO), Welington (SÃO), Jandrei (SÃO), Rodrigo Nestor (SÃO), Alan Franco (SÃO), Gerson (FLA) e Wellington Rato (SÃO)
Gols: Lucas Moura (37’1ºT) e Pedro (50’2ºT).

Flamengo: Matheus Cunha; Wesley, Fabrício Bruno, Léo Pereira e Ayrton Lucas; Allan, Thiago Maia (Gerson) e Arrascaeta (Everton Ribeiro); Victor Hugo (Luiz Araújo), Bruno Henrique e Gabi (Pedro). Técnico: Jorge Sampaoli.

São Paulo: Jandrei; Nathan Mendes, Diego Costa, Alan Franco e Welington (Raí Ramos); Gabriel (Negrucci), Alisson (Rodrigo Nestor) e Michel Araújo; Lucas Moura (Wellington Rato), Juan e Alexandre Pato (James Rodríguez). Técnico: Dorival Júnior.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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