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Flamengo e Cruzeiro repetem decisão de 2003 na Copa do Brasil

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Mineiros esperam repetir história de 14 anos atrás, quando levaram a melhor sobre os cariocas

Da Redação

 

Flamengo e Cruzeiro são os finalistas da Copa do Brasil e vão reeditar a decisão do torneio de 2003. Na semifinal carioca, o Flamengo fez um 1 a 0 sobre o Botafogo e avançou em um jogo travado e com poucas chances, a exemplo partida de ida, que terminou 0 a 0. Em Minas, diante de um público de mais de 50 mil pessoas, o Cruzeiro devolveu o placar de 1 a 0 da ida no tempo normal e venceu nos pênaltis por 3 a 2 – o Grêmio acertou duas cobranças na trave. O primeiro jogo da final será no dia 7 de setembro. O sorteio dos mandos de campo será feito nesta quinta-feira na sede da CBF.

No Rio, o gol do Flamengo foi marcado por Diego, aos 25 minutos da etapa final. O destaque foi o lance genial do colombiano Berrío, que deu com drible da vaca de letra em Vitor Luís antes de cruzar para o meia bater de primeira.

O clássico carioca teve problemas com os torcedores. Uma confusão antes do início da partida terminou com vandalismo em um dos portões do Maracanã. Uma das catracas eletrônicas foi destruída e grades foram quebradas. A Polícia Militar usou bombas de gás e gás de pimenta. O tumulto envolveu flamenguitas que, mesmo com ingressos, estavam com dificuldades para entrar.

Em Minas, o Cruzeiro conseguiu dar o troco da eliminação do ano passado, quando caiu diante do Grêmio. O Cruzeiro foi melhor, dominou a partida, mas não conseguiu criar muitas chances. O Grêmio não reeditou as boas atuações do Brasileirão.  Hudson fez o gol na vitória mineira. Nos pênaltis, Luan errou a quinta cobrança e Thiago Neves colocou o time na decisão.

Agora, no reencontro na decisão da Copa do Brasil depois de 14 anos, o Flamengo busca se vingar do Cruzeiro. À época, os mineiros ficaram com o título com uma vitória por 3 a 1, no Mineirão, com gols de Deivid, Aristizábal e Luisão. No jogo de ida, no Maracanã, os times haviam ficado no empate por 1 a 1. 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

 

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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