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Flamengo bate o Coritiba de virada e sobe para terceiro no Brasileirão

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Na rodada de abertura do returno do Brasileirão, o Flamengo venceu, de virada, o Coritiba por 3 a 2 neste domingo (20), no Couto Pereira. Em jogo eletrizante, Gabi, Arrascaeta e Gerson marcaram os gols do importante triunfo rubro-negro, fora de casa. Com o resultado, o Mengão somou 35 pontos, subiu para terceira colocação e diminuiu a diferença para o líder.

O jogo

O Flamengo começou a partida indo pra cima do Coritiba e criou uma oportunidade logo no primeiro minuto. Após troca de passes entre Gerson, Arrascaeta e Bruno Henrique, o camisa 27 cruzou rasteiro na área, Gabi tentou o chute, mas a bola foi pra fora.

Com maior posse de bola, o time rubro-negro trocava passes no campo ofensivo. Aos oito minutos, Gerson descolou bom passe para Arrascaeta na entrada da área, ele tentou o chute e a bola saiu por cima da meta de Gabriel.

Apesar do bom início, o Coritiba foi quem saiu na frente. Filipe Luís derrubou Robson dentro da área e o árbitro marcou o pênalti. O próprio atacante foi para cobrança e abriu o marcador no Alto da Glória: 1 a 0.

E o Mengão reagiu rapidamente! Fabrício Bruno lançou Wesley pela direita, o lateral-direito ganhou na velocidade e foi derrubado por Marcelino Moreno dentro da área. O árbitro não hesitou ao marcar o segundo pênalti do jogo. Gabi foi para cobrança e bateu firme no canto esquerdo do goleiro: 1 a 1.

O empate animou o time rubro-negro, que se manteve no ataque e marcou o segundo gol aos 30’. Bruno Henrique fez boa jogada pela esquerda, passou por dois marcadores e cruzou na medida para Victor Hugo. O meia tocou de cabeça para Arrascaeta, livre na pequena área, cabecear no contrapé do goleiro para virar o placar no Couto Pereira: 2 a 1.

Nos minutos finais da primeira etapa, Gabi foi lançado na direita e tocou para Bruno Henrique que estava passando livre pelo meio. O atacante avançou e bateu forte para defesa de Gabriel. O Mais Querido começou atrás, empatou, virou e foi para o intervalo com a vantagem.

Com menos de um minuto do segundo tempo, o Coritiba deixou tudo igual novamente. Jamerson cruzou da esquerda e Edu completou para o gol: 2 a 2. Após o empate, o Flamengo manteve o controle da posse de bola, buscando a troca de passes no campo ofensivo.

O técnico Jorge Sampaoli promoveu as primeiras substituições por volta dos 15’. Filipe Luís e Victor Hugo saíram para as entradas de Ayrton Lucas e Everton Ribeiro, respectivamente. Pouco depois, Gabi deu lugar a Luiz Araújo. Aos 25’, Bruno Henrique arriscou um voleio, mas a bola foi pra fora.

O Fla chegou bem na frente aos 37’. Luiz Araújo recebeu na ponta direita da área e bateu colocado visando o ângulo direito do goleiro. A bola subiu demais e saiu em tiro de meta.

O Mengão foi premiado pela persistência e conseguiu o terceiro gol nos acréscimos. E foi um golaço! Thiago Maia roubou a bola no meio e tocou para Luis Araújo, que passou para Gerson acertar um belo chute no ângulo, sem chance para o goleiro: 3 a 2.

Com o golaço, o Rubro-Negro saiu do Couto Pereira com uma vitória importantíssima para as pretensões da equipe no Brasileirão.

Próximo compromisso

O Mais Querido volta a campo no próximo sábado (26) para enfrentar o Internacional, às 18h30, no Maracanã, pela 21ª rodada do Brasileirão.

Flamengo
Matheus Cunha, Wesley, Fabrício Bruno, Léo Pereira e Filipe Luís (Ayrton Lucas); Erick (Thiago Maia), Victor Hugo (Everton Ribeiro), Gerson e Arrascaeta; Bruno Henrique (Pedro) e Gabi (Luiz Araújo).
Técnico: Jorge Sampaoli.

Coritiba
Gabriel; Diogo Batista (Diogo Batista), Kuscevic, Henrique e Jamerson; Fransérgio (Matheus Bianqui), Bruno Gomes e Sebastián Gómez (Liziero); Marcelino Moreno (Kaio César), Robson e Edu (Diogo Oliveira).
Técnico: Thiago Kosloski.

Ficha técnica
Coritiba 2×3 Flamengo

20ª Rodada do Campeonato Brasileiro
Local: Estádio Couto Pereira, Curitiba-PR
Data e hora: 20/08/2023 às 16h
Arbitragem: Raphael Claus (FIFA/SP), Fabrini Bevilaqua Costa (FIFA/SP) e Daniel Paulo Ziolli (SP)
Cartões amarelos: Bruno Henrique (FLA), Robson (COR), Matheus Bianqui (COR), Gerson (FLA), Kaio César (COR) e Ayrton Lucas (FLA)
Gols: Robson (14’1ºT), Gabi (18’1ºT), Arrascaeta (30’1ºT), Edu (1’2ºT) e Gerson (48’2ºT).

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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