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Fernando Diniz convoca Seleção Brasileira para estreia das Eliminatórias

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O técnico da Seleção Brasileira Masculina, Fernando Diniz, convocou, nesta sexta-feira (18), os 23 jogadores para a disputa das duas primeiras rodadas das Eliminatórias da Copa do Mundo.

O primeiro jogo será contra a Bolívia, no dia 8 de setembro, no Mangueirão, em Belém, no Pará. O Peru será o segundo adversário no dia 12, em Lima.

Na entrevista coletiva, Fernando Diniz afirmou que é um sonho ter feito a lista dos 23 convocados e teve a intenção de aliar estética e beleza na Seleção.

“Vou dar sequência aquilo que penso sobre futebol. Com o aditivo de ter a melhor matéria-prima do mundo. É um sonho para mim. Vai ser muito rico para o meu crescimento estar aqui. A chance disso dar certo é muito grande. Tenho uma relação muito forte com os jogadores. A minha vida na seleção passa pelo desejo dos jogadores. É uma continuidade daquilo que tenho feito na minha carreira. Procurar fazer um jogo competitivo, que tenha estética e beleza. Que tenha a ver com as nossas raízes da maneira brasileira de jogar futebol”, disse o treinador.

“O objetivo é, claramente, ser uma equipe competitiva, com as características que eu considero mais importantes. Criatividade, competitividade e maneira solidária de jogar futebol estarão sempre presentes”, completou.

O lateral Caio Henrique e o goleiro Bento são os novatos da Seleção. O atacante Neymar foi chamado pela primeira vez após a disputa da Copa do Mundo.

“Em relação ao Neymar, tivemos uma conversa. Obviamente que a competitividade da Europa é uma e a Arábia Saudita pode ser outra. Não sabemos como vai ser. O Neymar está com muita vontade de escrever essas páginas bonitas que faltam na história dele como jogador. Essa vontade será capaz de superar qualquer dificuldade em relação à competitividade da Arábia Saudita”, disse o treinador.

Diniz fez a convocação ao lado de três integrantes de sua comissão técnica: o auxiliar Eduardo Barros e os preparadores físicos Marcos Seixas e Wagner Bertelli.

Convocação Fernando Diniz e os novos integrantes da comissão técnica durante a entrevista coletiva

Fernando Diniz explicou como planeja o seu trabalho nas Eliminatórias.

“Vou fazer é o que sempre fiz quando chego aos clubes. Tentar colocar as ideias uma de cada vez. Paulatinamente o time vai entendendo o que eu quero. A qualidade técnica que temos é sensacional. Os jogadores têm o hábito de jogar, quase sempre, de uma maneira posicional, diferente do que eu gosto. Mas acredito que vão se adaptar rapidamente”, afirmou o treinador.

“Me sinto muito feliz de estar aqui. Confortável, honrado e confiante do trabalho que vamos realizar juntos”, acrescentou.

Segue a lista dos convocados por Fernando Diniz:

Goleiros:

Alisson – Liverpool (ING)

Ederson- Manchester City (ING)

Bento – Athletico

Laterais:

Renan Lodi – Olympique (FRA)

Caio Henrique – Monaco (FRA)

Danilo – Juventus (ITA)

Vanderson – Monaco (FRA)

Zagueiros:

Ibañez – Al-Ahli (Arábia Saudita)

Gabriel Magalhães – Arsenal (ING)

Marquinhos – PSG (FRA)

Nino – Fluminense

Meio-campistas:

André – Fluminense

Bruno Guimarães – Newcastle (ING)

Casemiro – Manchester United (ING)

Joelinton – Newcastle (ING)

Raphael Veiga – Palmeiras

Atacantes:

Antony – Manchester United (ING)

Gabriel Martinelli – Arsenal (ING)

Richarlison – Tottenham (ING)

Rodrygo – Real Madrid (ESP)

Neymar – Al-Hilal (Arábia Saudita)

Vinicius Júnior – Real Madrid (ESP)

Matheus Cunha – Wolverhampton (ING)

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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