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Fernando Diniz convoca Seleção Brasileira; Endrick é a novidade da lista

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O técnico da Seleção Brasileira Masculina, Fernando Diniz, convocou, nesta segunda-feira (6), os jogadores para a disputa das duas próximas rodadas das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. O treinador chamou, pela primeira vez, cinco jogadores: Douglas Luiz, Pepê, João Pedro, Endrick e Paulinho.

No dia 16 de novembro, a Seleção enfrenta a Colômbia, em Barranquilla, pela quinta rodada das Eliminatórias. Já o segundo confronto será contra a Argentina, no Maracanã, no Rio de Janeiro, no dia 21.

“Os jogos são difíceis. A Argentina, por si só, é a última campeã do mundo, tem um dos melhores jogadores da história e outros grandes jogadores. E a Colômbia é uma das seleções das últimas  décadas que ganharam muita visibilidade no cenário mundial. (Tem) jogadores em ligas europeias com muito destaque. Jogar em Barranquilla, a gente lá é sempre muito difícil”, afirmou o treinador.

Seleção Brasileira soma sete pontos nas Eliminatórias da Copa.

Segue a lista dos convocados por Fernando Diniz:

Goleiros:

Alisson – Liverpool (ING)

Ederson- Manchester City (ING)

Lucas Perri – Botafogo

Laterais:

Emerson – Tottenham  (ING)

Renan Lodi – Olympique (FRA)

Carlos Augusto – Inter de Milão (ITA)

Zagueiros:

Bremer – Juventus (ITA)

Gabriel Magalhães – Arsenal (ING)

Marquinhos – PSG (FRA)

Nino – Fluminense

Meio-campistas:

André – Fluminense

Bruno Guimarães – Newcastle (ING)

Douglas Luiz – Aston Villa (ING)

Joelinton –  Newcastle (ING)

Raphael Veiga – Palmeiras

Rodrygo – Real Madrid (ESP)

Atacantes:

Endrick – Palmeiras

Gabriel Jesus – Arsenal (ING)

Gabriel Martinelli – Arsenal (ING)

Vinicius Junior – Real Madrid (ESP)

João Pedro –  Brighton (ING)

Paulinho – Atlético-MG

Pepê – Porto (POR)

Raphinha – Barcelona (ESP)

Convocação Seleção Brasileira Principal 06-11-23Convocação Seleção Brasileira Principal 06-11-23
Créditos: Joilson Marconne / CBF

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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