Esporte

Federer diminui distância para Nadal e sonha com topo do ranking

Publicado em

Esporte

No feminino, Maria Sharapova salta 29 posições após vencer o WTA de Tianjin

Da Redação

 

Roger Federer diminuiu em 410 pontos a distância para o líder Rafael Nadal no ranking publicado pela ATP nesta segunda-feira. A pontuação foi atualizada um dia depois de o suíço conquistar o Masters 1000 de Xangai ao vencer o próprio Nadal na decisão. Com o resultado, Federer manteve a possibilidade de terminar 2017 no topo do circuito mundial de tênis.

Na classificação atualizada, Nadal tem 10.465 pontos, 1960 pontos a mais que o suíço. O britânico Andy Murray é o terceiro, mas, lesionado, não deve voltar a jogar nesta temporada. Completam os cinco primeiros o croata Marin Cilic,semifinalista contra Nadal em Xangai, e o jovem alemão Alexander Zverev, que caiu para a quinta colocação.

Entre os brasileiros, o mais bem colocado continua sendo Rogério Dutra Silva, que caiu quatro posições e está na 81ª colocação. Thomaz Bellucci também perdeu posições e agora é o 92º. Fora do top 100, Thiago Monteiro subiu dois lugares no ranking e é o 125º.

Sharapova perto do top 50

Na atualização do ranking feminino, o destaque é o salto de Maria Sharapova. Na última semana, a tenista russa figurava na 86ª posição, com 725 pontos ganhos. Porém, após vencer seu primeiro título desde que retornou da suspensão por doping, no WTA de Tianjin, a russa subiu 29 posições e agora é a 57ª melhor colocada com 1.005 pontos, uma posição à frente da brasileira Beatriz Haddad Maia, que tem 990.

As cinco primeiras posições da lista da WTA continuam inalteradas desde a atualização da última segunda-feira. A líder ainda é a romena Simona Halep, com 6.175 pontos. A espanhola Garbiñe Muguruza é a segunda colocada, seguida pela checa Karolina Pliskova, a ucraniana Elina Svitolina e a americana Venus Williams.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Veja / AFP

Fonte: Aly Song/Reuters

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

Publicados

em


Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA