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Esquiva Falcão bate mexicano por decisão unânime e amplia invencibilidade

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Brasileiro conquista a 18ª vitória da sua carreira profissional diante de Norberto Gonzalez

Da Redação

 

Esquiva Falcão segue invicto no boxe profissional. Na noite deste sábado, em luta realizada no Microsoft Teather, em Los Angeles, o brasileiro conquistou mais uma vitória para o seu cartel ao derrotar o mexicano Norberto Gonzalez por decisão unânime dos árbitros após os oito rounds de luta.

Vice-campeão olímpico nos Jogos de Londres, em 2012, Esquiva Falcão deixou o boxe amador no ano seguinte, para se profissionalizar. Desde então, o brasileiro vai dando seus passos para em um futuro se tornar um lutador com a possibilidade de ser um desafiante pelo título mundial.

Neste sábado, então, Esquiva conquistou a 18ª vitória da sua carreira, sendo que já havia aplicado seis nocautes, o que não conseguiu dessa vez. Mas com o domínio amplo da luta, o brasileiro viu os árbitros apontarem o seu triunfo após a disputa de oito rounds.

Inicialmente, Esquiva teria pela frente o mexicano Ivan Montero, que acabou desistindo do combate. Os organizadores do programa de lutas que será concluído com o confronto entre Vasyl Lomachenko e Miguel Marriaga, então, apontaram Norberto Gonzalez como seu adversário.

O mexicano é um lutador experiente, de 36 anos, que já venceu o brasileiro Michael Oliveira, mas está longe do seu auge, tanto que agora soma 23 triunfos e dez derrotas. Neste sábado, ele não deu muito trabalho. Até acertou alguns golpes e dominou o sexto round, mas não chegou a ameaçar o triunfo do brasileiro nos outros assaltos.

Esquiva dominou quase todo o combate e chegou a buscar o nocaute no último dos oito rounds, mas não teve sucesso. Ainda assim, fez o suficiente para ampliar a sua invencibilidade no boxe profissional.

 

 

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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