Esporte
Equipe Nissan e.dams parte para a briga em rodada dupla do Campeonato de Fórmula E em Valência
Esporte
YOKOHAMA, Japão – Os pilotos da equipe Nissan e.dams Oliver Rowland e Sébastien Buemi partiram para a briga na rodada dupla do Campeonato Mundial ABB FIA de Fórmula E em Valência, na Espanha, neste fim de semana.
Na sexta etapa – a segunda da rodada dupla – Rowland brigou por posições, largou em 8º lugar e cruzou a linha de chegada em 4º, acumulando 12 pontos. Apesar de também ter brigado durante toda a corrida, Buemi largou em 9º e terminou a prova em 11º, a uma posição de acumular pontos.
No dia anterior, na quinta etapa, Rowland fez uma corrida emocionante e cheia de ultrapassagens, chegando à 2ª posição na última volta, depois de ter largado em 9º lugar. Entretanto, uma decisão tardia da direção de prova de limitar significativamente a energia dos carros de todas as equipes terminou com a desqualificação de Rowland.
Buemi fez uma volta forte em uma pista que estava começando a secar durante a sessão de qualificação da Super Pole da quinta etapa, largando em 5º lugar. O piloto tinha subido para a 4ª posição no início da corrida, quando foi forçado a se retirar da prova ao ter sido atingido na traseira.
A Nissan está competindo na Fórmula E para levar a emoção e a diversão dos veículos elétricos de zero emissão a uma plateia global. Como parte da sua meta de atingir a neutralidade de carbono em todas as suas operações e no ciclo de vida de seus produtos até 2050, a Nissan pretende eletrificar todos os novos veículos Nissan lançados em mercados-chave até o início dos anos 2030. A Nissan tem o objetivo de empregar sua expertise na transferência de know-how e tecnologia entre as pistas e as ruas, para oferecer veículos elétricos ainda melhores aos seus clientes.
“Foi um fim de semana bastante agitado”, disse Tommaso Volpe, diretor mundial de esportes a motor na Nissan. “A primeira corrida foi fortemente impactada pela redução de energia aplicada na última volta, fazendo com que metade do pelotão não terminasse a prova. É muito frustrante quando isso acontece, mas logicamente aceitamos a decisão da direção de prova. Nossa preocupação é que terminar as corridas desta forma poderá ter um impacto na atratividade da categoria junto aos fãs”.
Na próxima corrida, em Mônaco, a equipe vai correr com um motor de segunda geração (Gen2) em seus carros de corrida da Fórmula E.
“A primeira das duas corridas foi certamente cheia de ação e o Oli estava correndo muito bem antes do final da prova”, disse Gregory Driot, codiretor da equipe Nissan e.dams. “Foi decepcionante para o Oli não pontuar na quinta etapa. E também foi uma pena que o Séb teve que abandonar a prova quando estava em 4º, pois não foi culpa dele. Tivemos um bom ritmo na segunda corrida com a pista seca e o Oli teve um ótimo desempenho. Vamos nos basear nisso para a próxima rodada, em Mônaco”.
O campeonato segue agora para a sétima rodada em Mônaco, no dia 8 de maio.
COMENTÁRIOS DOS PILOTOS
Oliver Rowland
“Minha primeira experiência correndo em Valência, em geral, foi boa. Foi decepcionante o que aconteceu no final da corrida de ontem (sábado), mas nos concentramos e voltamos hoje (domingo) com tudo, para marcar bons pontos para a equipe. Acho que fomos competitivos tanto em condições de pista molhada como seca e fiquei um pouco desapontado por não estar na volta de classificação da Super Pole, mas compensamos nas corridas. No geral, acho que estamos fortes e podemos nos basear em nosso resultado de hoje (domingo) para a corrida em Mônaco. Subi ao pódio da última vez que corri lá”.
Sébastien Buemi
“A corrida de hoje (domingo) foi um pouco frustrante para mim, o 11º lugar não era o que queríamos depois de ter largado em 9º. A corrida foi mais física e meu carro acabou se danificando. Acho que eu estava no lugar errado na hora errada nessas duas corridas cheias de ação, principalmente quando tive que abandonar a corrida de ontem (sábado) quando estava em 4º lugar. Vamos analisar onde podemos melhorar e estou ansioso pela corrida de Mônaco”.
Créditos: Imprensa Nissan
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
-
Política7 dias atrásMarco legal da IA deve proteger jornalismo e direitos autorais, aponta debate
-
Política7 dias atrásMax Russi admite possibilidade de disputar o Governo de Mato Grosso após incentivo de lideranças
-
Política6 dias atrásNa CMO, especialistas pedem mais recursos para melhorar educação infantil
-
Política7 dias atrásCRE amplia esforço contra barreiras da União Europeia à carne brasileira
-
Cidades6 dias atrásNovo confirma Marcelo Maluf como vice de Wellington Fagundes na disputa pelo Governo de MT
-
Política7 dias atrásComplexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas ganha quatro novos barracões para ampliar oportunidades de trabalho aos reeducandos
-
Cidades7 dias atrásJayme volta a falar em traição no União e diz que candidatura foi derrotada pelo “poder econômico”
-
Política7 dias atrásEspecialistas alertam para riscos de expansão de data centers de IA no Brasil


Você precisa estar logado para postar um comentário Login