CONHECIMENTO ESPORTIVO
Equipe da MT Par visita kartódromos de São Paulo que são referência no esporte
Conhecimento será aplicado no desenvolvimento do projeto da pista que integra as atrações do Parque Novo Mato Grosso
Esporte
Para contribuir com o desenvolvimento do projeto do kartódromo do Parque Novo Mato Grosso, representantes da diretoria de projetos da MT Par visitaram nesta semana duas unidades de referência para o esporte em São Paulo. A equipe da diretoria de projetos do MT Par conheceu o Kartódromo da Granja Viana e o Kartódromo Internacional da Aldeia da Serra para entender toda a logística e funcionamento das pistas. O Parque Novo Mato Grosso está sendo construído pelo Governo de Mato Grosso e a MT Par é parceira.
No Kartódromo da Granja Viana, a equipe também conversou com o presidente e diretor geral, Marcello Hirsch e encontraram o piloto Alexandre Trita. O Kartódromo da Granja Viana é conhecido como um dos melhores do país, tendo sediado importantes competições de kart, como o Campeonato Brasileiro e a Copa São Paulo de Kart. Além disso, a pista já recebeu pilotos famosos como Ayrton Senna, Rubens Barrichello e Felipe Massa, que iniciaram suas carreiras no kartismo.
Já o Kartódromo Internacional da Aldeia da Serra é considerado um dos mais modernos do país, com competições nacionais e internacionais.
De acordo com o presidente da MT Par, Wener Santos, o Parque Novo Mato Grosso será o maior espaço multieventos da América Latina e vai se tornar um dos cartões-postais da capital mato-grossense. São 300 hectares onde terá dentre outros destaques, o kartódromo. “Por isso, certamente a visita da nossa equipe nesses lugares é de grande valia. Somos uma empresa que atua em diversas ações do governo Mauro Mendes contribuindo para melhorar a vida dos mato-grossenses e queremos trazer resultados cada vez melhores, por isso esse conhecimento é primordial”, destacou Wener Santos.
Durante a semana, a equipe ainda participou da 27ª edição da FEICON, em São Paulo, uma feira referência para os profissionais do mercado de construção civil e arquitetura do Brasil e de toda América Latina. E segundo o gerente de projetos da empresa, André Pirana, toda equipe pode ver de perto diversas inovações no mercado.
“Essa é uma feira muito importante e poder participar garante que nós profissionais da área técnica, possamos conhecer novos materiais, equipamentos e metodologias construtivas, e com isso propor soluções que aumentem a produtividade e a eficiência de nossos projetos”, finalizou Pirana.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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