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Entenda os motivos da liderança dos paulistas no Campeonato Brasileiro

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Equipes do Estado aparecem nas primeiras posições tanto da Série A como da Série B

 

Da Redação

Campeonato Brasileiro de 2019 começou com domínio paulista nas Séries A e B. Tanto na elite como no escalão inferior os times demonstram poderio e conseguiram colocar em prática o aprendizado e a experiência adquiridos durante a disputa do Estadual mais forte e competitivo do País. Como cinco clubes paulista estão nas primeiras posições desses dois campeonatos, o Estado procura explicar os segredos dessa boa largada das equipes.

Palmeiras

O atual campeão brasileiro desponta novamente como candidato ao título brasileiro por ter mantido as estratégias de sucesso do ano passado. Uma defesa bem montada, um elenco que não perdeu jogadores e um time com alto poder de investimento garantem ao Palmeiras a comodidade de trocar peças, mas não se enfraquecer. A equipe desfruta de uma elevada autoconfiança, principalmente após ter fechado a fase de grupos da Copa Libertadores com a melhor campanha geral.

Santos

O clube da Vila Belmiro tem como grande estrela o técnico Jorge Sampaoli. O argentino conseguiu montar uma equipe veloz, de muita movimentação e futebol ofensivo. O Santos tem desde o Campeonato Paulista um esquema tático com boas variações e capacidade de surpreender os adversários. Os estrangeiros do time vivem boa fase, como é o caso do uruguaio Carlos Sánchez e do venezuelano Soteldo.

São Paulo

A equipe se redescobriu durante a disputa do Campeonato Paulista. Jogadores jovens da base do São Paulo, como Antony, Igor Gomes e Toró, passaram a ter mais espaço e se consolidaram no time com a chegada do técnico Cuca. A diretoria também conseguiu mesclar experiência, ao trazer para esta temporada o meia Hernanes e o atacante Alexandre Pato. a equipe tem um estilo de jogo com ênfase na movimentação do setor ofensivo.

Série B

Botafogo-SP

A equipe de Ribeirão Preto subiu para a Série B nesta temporada e tem demontrado muita consistência. O único time com 100% de aproveitamento na competição contou em fevereiro com a chegada do técnico Roberto Cavalo. Sem gastar muito, o Botafogoorganizou uma equipe bem posicionada dentro de campo e que quase não sofre gols. Outro destaque tem sido a torcida, que comparece em peso às partidas do time no estádio Santa Cruz.

Bragantino

O time de Bragança Paulista passou a contar com vários jogadores do elenco que disputou o Campeonato Paulista pelo 

Red Bull. Após a empresa austríaca comprar o clube alvinegro, reforços importantes chegaram ao Bragantino. Boa parte dos atletas teve passagens por times da Série A, como é o caso do goleiro Julio Cesar, do meio-campista Uilian Correa e do atacante Ytalo. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S. Paulo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,entenda-os-motivos-da-lideranca-dos-paulistas-no-campeonato-brasileiro,70002828395

Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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