Esporte
Empresário diz que Gilberto não renovará contrato com o São Paulo
Esporte
Artilheiro do clube na temporada, atacante vem tendo poucas oportunidades no time titular do clube do Morumbi
Da Redação
Artilheiro do clube na temporada, mas pouco aproveitado no time titular. A situação do atacante Gilberto no São Paulo é o principal motivo do impasse sobre a renovação de seu contrato com o clube. A novela ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira, 16, quando o empresário do atleta, Sandro Zardo, disse em entrevista à Fox Sports, que Gilberto não estará no São Paulo no que vem.
“Ele gosta do time e da torcida, mas a partir de 31 de dezembro, por enquanto, ele não continua do São Paulo. É uma decisão ele”, disse Zardo. “A ideia do Gilberto é cumprir o contrato até o final, em dezembro, com muito afinco e dedicação e a decisão já foi passada para a diretoria pessoalmente”.
Na última terça, representantes do atleta e da diretoria do São Paulo se reuniram pela primeira vez para debater a situação, mas a negociação avançou pouco. “A vida segue do jeito que está”, resumiu o diretor executivo de futebol do clube, Vinicius Pinotti, aos jornalistas no CT da Barra Funda, na manhã desta quarta. O atual vínculo vai até o final do ano e, até lá, oficialmente, a permanência do jogador no time do Morumbi nas próximas temporadas segue indefinida.
Gilberto gostaria de ser mais aproveitado entre os titulares da equipe de Dorival Junior. Desde que o novo técnico chegou, o atacante não começou jogando em nenhuma oportunidade. Para o jogo contra o Avaí, no próximo final de semana, Gilberto é o favorito para substituir Pratto, que cumprirá suspensão. Porém, não participou dos treinos de terça e quarta por causa de dores no joelho esquerdo.
Caso continue tendo pouco espaço com Dorival, a tendência é que Gilberto procure um novo time para defender a partir de janeiro. O atacante já vem sendo sondado por equipes do Brasil e do Oriente Médio. O atacante é o artilheiro do São Paulo na temporada ao lado de Lucas Pratto, ambos com 12 gols marcados.
Depois da vitória sobre o Cruzeiro por 3 a 2 no último domingo, Gilberto demonstrou impaciência com a situação. “Eu falei várias vezes que queria continuar no São Paulo, não preciso nem falar mais isso. Agora precisamos sentar e ter uma conversa definitiva”, disse.
Fonte: O Estado de S.Paulo
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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