Esporte
Em gol validado com o VAR, Gabriel marca no fim e Flamengo empata com o Corinthians
Esporte
Resultado mantém tabu a favor do time carioca, que vem de três vitórias nos últimos três compromissos contra os alvinegros
Da Redação
Graças a um gol de Gabriel marcado aos 39 minutos do segundo tempo, validado apenas aos 45 após a intervenção do VAR (árbitro de vídeo), o Flamengo empatou por 1 a 1 com o Corinthians na tarde deste domingo, em Itaquera, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. O time corintiano também marcou na etapa final, com Clayson convertendo um pênalti, mas não conseguiu sustentar a vantagem no placar.
O resultado leva o Corinthians para 16 pontos, momentaneamente, na oitava posição, mas a equipe corre o risco de ser ultrapassada pelo Goiás, que tem 15 pontos e às 19 horas deste domingo encara o Avaí, em Florianópolis. A distância para os líderes Palmeiras e Santos chega a 10 pontos. O time de Fábio Carille, porém, tem um jogo a menos em relação aos demais. O Flamengo soma 21 pontos na terceira colocação.
O empate mantém o tabu a favor do Flamengo nos últimos confrontos entre os dois clubes. O time carioca vinha de três vitórias sobre o Corinthians: os dois jogos pelas oitavas de final da Copa do Brasil deste ano, nos quais conquistou dois triunfos por 1 a 0, além dos 3 a 0 aplicados sobre a equipe paulista no segundo turno do Brasileirão do ano passado.
Na 12ª rodada, o Corinthians encara o Fortaleza, na Arena Castelão, no próximo domingo. No mesmo dia, o Flamengo faz o clássico carioca com o Botafogo, no Maracanã. Antes, porém, os dois times entram em campo em torneios sul-americanos.
Na quarta-feira, os flamenguistas encaram o Emelec, em Guayaquil, no Equador, na primeira partida pelas oitavas de final da Copa Libertadores. Na quinta-feira, o Corinthians recebe o Montevideo Wanderers, em Itaquera, no primeiro confronto também pelas oitavas de final, mas da Copa Sul-Americana.
Mesmo jogando diante da sua torcida, o Corinthians adotou uma postura cautelosa na primeira etapa diante do Flamengo e não se expôs. Deu a bola ao Flamengo (que chegou a ter 63% de posse) e esperou a melhor oportunidade para sair no contra-ataque, o que também não conseguiu.
De um lado, o Flamengo com a bola, mas encontrando dificuldades de penetração na sólida e organizada defesa corintiana. Destaque para a atuação de Gil. De outro, o time de Carille escolheu não atacar o adversário com intensidade. Resultado: um primeiro tempo fraco e com poucas oportunidades de gols.
Cada time teve uma única chance para abrir o placar. Logo no primeiro minuto, Diego arriscou chute de fora da área e Cássio fez boa intervenção no ângulo. Aos 24, após cobrança de escanteio, Pedrinho cabeceou e Diego Alves fez grande defesa.
No segundo tempo, o Corinthians mudou a postura, passou a ficar mais com a posse de bola e, finalmente, encaixou o esperado contra-ataque que deu origem ao primeiro gol.
Após cobrança de escanteio do Flamengo, Pedrinho ficou com o rebote e ligou rapidamente Fagner, o lateral avançou pela direita e fez belo lançamento para Vagner Love, que invadiu a área e foi derrubado por Berrío. Pênalti. Na cobrança, Clayton deslocou Diego Alves e abriu o placar para o Corinthians, marcando seu quarto gol na temporada.
No final do confronto, o Flamengo chegou ao empate, após intervenção do árbitro de vídeo. Depois da cobrança de escanteio, Rodrigo Caio cabeceou, Cássio espalmou e Gabriel aproveitou o rebote para marcar. O auxiliar parou o lance e marcou impedimento do atacante rubro-negro. Porém, após auxílio do VAR, o árbitro de campo, Leandro Vuaden, confirmou a posição regular de Gabriel e o gol da equipe carioca.
FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 1 x 1 FLAMENGO
CORINTHIANS – Cássio; Fagner, Manoel, Gil e Danilo Avelar; Gabriel (Mateus Vital), Júnior Urso, Pedrinho, Sornoza (Boselli) e Clayson (Everaldo); Vagner Love. Técnico: Fábio Carille.
FLAMENGO – Diego Alves; Rodinei, Léo Duarte, Rodrigo Caio e Renê; Cuéllar (Bruno Henrique), Willian Arão, Diego e Gerson (Lincoln); Vitinho (Berrío) e Gabriel. Técnico: Jorge Jesus.
GOLS – Clayson, aos 16 minutos, e Gabriel, aos 39 minutos do segundo tempo.
ÁRBITRO – Leandro Vuaden (RS).
CARTÕES AMARELOS – Clayson, Rodrigo Caio, Diego e Rodinei.
CARTÃO VERMELHO – Berrío.
RENDA – R$ 2.223.284,60.
PÚBLICO – 34.737 pagantes.
LOCAL – Arena Corinthians, em São Paulo.
Fonte: O Estado de S.Paulo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,em-gol-validado-com-o-var-gabriel-marca-no-fim-e-flamengo-empata-com-o-corinthians,70002931579
Foto: Alexandre Vidal/Flamengo
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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