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Dorival ironiza ‘crise’ no Corinthians: ‘Eu queria essa instabilidade’

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Treinador são-paulino pregou respeito ao rival de domingo e disse espera um grande espetáculo no Morumbi

Da Redação

 

O técnico Dorival Junior, do São Paulo, pregou respeito ao rival Corinthians, adversário do próximo domingo pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. Para o treinador, a campanha do time alvinegro na temporada e a larga vantagem conquistada na tabela de classificação do torneio mostram que o jogo será difícil para o tricolor.

“O Corinthians não fez a campanha que fez por acaso”, afirmou Dorival, que ironizou a possível “crise” no rival por conta da eliminação na Copa Sul-Americana e as três derrotas no últimos cinco jogos pelo Brasileirão. “Eu queria estar vivendo esta ‘instabilidade’ do Corinthans. Líder, com todos os números favoráveis, com larga vantagem…”, brincou. 

Para o treinador, a atual momento de oscilação do Corinthians é natural. “O que está acontecendo é uma pequena oscilação, natural, mas que nem de longe está perto da maioria das oscilações dos outros times brasileiros na temporada. O Corinthians deixou de conquistar dois ou três bons resultados, mas tem uma larga vantagem para trabalhar.”

Dorival afirmou que conquistar pontos sobre o rival é essencial para o que São Paulo possa dar continuidade à luta contra o rebaixamento. “O confronto será difícil, como todo clássico, e espero que o time faça uma boa apresentação. Será uma possibilidade de termos uma sequência de resultados, algo que seria fundamental para o São Paulo. Uma vitória sobre o Corinthians, por ser líder e pelo que representa o clássico no nosso estado, é importantíssima.”

O treinador são-paulino disse que não espera ver um Corinthians muito desgastado por conta das viagens e menor quantidade de treinos antes do clássico, por conta dos compromissos de meio de semana da equipe alvinegra.

“É natural que exista um pequeno desgaste, mas se saberemos aproveitar isso, eu não sei”, avaliou Dorival. “São as atitudes em campo do Corinthians que vão mostrar se eles tiveram uma recuperação completa. E é isso que vai nos monstrar o caminho que poderemos aproveitar para que busquemos um bom resultado frente a esta grande equipe.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

Foto: Rubens Chiri/São Paulo FC

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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