Esporte

Cuiabá: Secretaria de Saúde divulga o 13º Informe Epidemiológico de 2021 sobre a Covid-19

Publicado em

Esporte

A edição leva em consideração os casos registrados de 14 de março de 2020 até 10 de abril de 2021

Em 10 de abril de 2021, o Brasil acumulava 13.445.006 casos e 351.334 mortes. O crescimento acelerado dos casos no país resultou na elevação da taxa de ocupação de leitos UTI e célere aumento dos óbitos por Covid-19. As regiões Sul e Centro Oeste do país são as que apresentam um cenário mais crítico, considerando incidência e mortalidade, agravado pela saturação dos sistemas de saúde em seus estados. Com cerca de 327 mil casos confirmados e mais de 9 mil óbitos registrados até 10 de abril, Mato Grosso é uma das Unidades da Federação que segue com tendência de aumento da incidência e da mortalidade.

Em relação à ocupação de leitos de UTI Covid-19, em 05 de abril, 19 estados e o DF registravam taxa de ocupação igual ou acima de 90%, destacando-se Mato Grosso com 98%. Vinte e uma capitais estavam com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos iguais ou superiores a 90%, sendo em Cuiabá, 98%.

Diante do quadro epidemiológico e da sobrecarga da rede de assistência na capital apresentados neste e nos últimos informes publicados esse ano é essencial ampliar e fortalecer as medidas de distanciamento físico e social, uso de máscaras e higienização das mãos, promulgadas desde o início da pandemia como medidas preventivas eficazes contra a Covid-19. Medidas mais rígidas de restrição da circulação e das atividades não essenciais bem como a testagem oportuna de casos suspeitos e seus contatos são necessárias. Para além dessas medidas e igualmente imprescindível é a urgente aceleração da vacinação na capital.

Desde o registro dos primeiros casos em Cuiabá, a Secretaria Municipal de Saúde, com apoio de pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso, publica semanalmente o Informe Epidemiológico sobre a Covid-19, com o objetivo de monitorar o padrão de morbidade e mortalidade e descrever as características clínicas e epidemiológicas dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave – SRAG – pelo SARS-Cov-2 em residentes no município de Cuiabá. Dando continuidade à divulgação de informações sobre a Covid-19 em Cuiabá, esse é o 51º informe produzido, no qual apresentamos as informações desde a data da notificação do primeiro caso em Cuiabá até a 14ª Semana Epidemiológica (SE), compreendendo o período de 14 de março de 2020 a 10 de abril de 2021. 

Destaques do período de 14 de março de 2020 a 10 de abril de 2021

  – Foram registrados 70.085 casos de COVID-19 de residentes em Cuiabá, 92,7% recuperados; 6.409 internações e 2.306 mortes. Nesta semana (SE 14) foram notificados 937 casos e 117 óbitos.

  – A média de casos das últimas duas semanas foi 1.155,5 casos/semana. A média semanal registrada no mês de março de 2021 (2.636,8/semana) supera as médias semanais dos meses de fevereiro (1.584,5), janeiro (1.678,8) e dezembro de 2020 (1.275,8).

  – O risco de infecção é maior para indivíduos de raça/cor preta/parda (11.306,9/100.000 habitantes) quando comparado com os de raça/cor branca (6.542,1/100.000 habitantes).

  – A taxa de incidência é mais elevada entre 30 a 39 anos, contudo as taxas em crianças, adolescentes e jovens de 20 a 29 anos foram as que mais cresceram desde a primeira semana de janeiro – 81,4, 96,8% e 70,9% respectivamente, evidenciando aumento superior do risco de infecção nesses grupos etários quando comparado com os demais. O risco também é maior para o sexo feminino (12.215,0/100.000) quando comparado ao masculino (10.430,3/100.000).

  – Entre os pacientes residentes em Cuiabá internados por covid-19 e vieram a óbito, 65,9% ocuparam leitos de UTI e 64,9% estiveram em leitos de UTI desde o momento da internação.

  – Aproximadamente 41,2% dos idosos, 16,5% dos adultos, e 9,9% das crianças e adolescentes internados por Covid-19 foram a óbito.

  – Desde dezembro de 2020 tem se registrado o aumento de mortes, e esse padrão tem persistido até esta última semana de abril de 2021. O número de óbitos nas duas últimas semanas de março (SE 11 a 12 – 14 a 27 de março de 2021) e nas duas primeiras semanas de abril (SE 13 e 14 – 28 de março a 10 de abril de 2021) apresentou quantitativo maior ao observado no pico de mortes do ano de 2020 (SE 27 a 29 – 28 de junho a 18 de julho de 2020).

  – Em 10 de abril a taxa de ocupação de leitos de UTI adulto dos hospitais de Cuiabá foi 98,3%, e este índice tem se mantido nesse patamar nas últimas semanas, atingindo 100% de ocupação. A taxa de ocupação de leitos de enfermaria (65,3%) e a de leitos de UTI infantil reduziu (75,0%) quando comparadas a duas semanas (27 de março).

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

Publicados

em


Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA