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Cuiabá fica só no empate com o Cruzeiro na Arena Pantanal

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O Dourado somou mais um ponto no Campeonato Brasileiro. Jogando na Arena Pantanal na noite deste sábado, a equipe comandada pelo português António Oliveira ficou no empate sem gols com o Cruzeiro, em confronto válido pela 26ª rodada da competição nacional.

Com o resultado, o Cuiabá chega aos 33 pontos e ocupa a 11ª posição. O próximo desafio é contra o Coritiba, fora de casa, na quarta-feira (18).

O Cruzeiro começou assustando o Dourado. Logo nos primeiros segundos, Walter precisou fazer grande defesa. O time visitante, nos minutos iniciais, mantinha a posse de bola e chegava com perigo próximo ao gol do Cuiabá.

O Dourado assumiu o controle da partida a partir dos 20 minutos e teve boas oportunidades para abrir o placar. Allyson chegou a acertar o travessão em cabeçada após cobrança de escanteio. Deyverson parou em boa defesa de Rafael Cabral, e Raniele, em chute de fora da área, também assustou.

Aos 28 minutos, um susto. Uendel e William se chocaram de cabeça em disputa de bola no alto. O lateral-esquerdo do Dourado sofreu um corte profundo e precisou ser levado para o hospital para exames, que não detectaram lesão intracraniana. O camisa 6 já está em casa, consciente e com quadro de saúde estável, e seguirá sob cuidados do Departamento Médico.

A segunda etapa foi de domínio do Cuiabá mas, apesar de manter a posse de bola, o Dourado não conseguiu criar muitas oportunidades de gol. Deyverson, em finalização de primeira, teve boa chance.

Já nos minutos finais, Filipe Augusto recuperou a bola no campo de ataque e acionou Deyverson. O camisa 16 não conseguiu finalizar e tentou passe para Pablo, mas a zaga cruzeirense conseguiu afastar o perigo. Na sequência, Fernando Sobral cobrou falta, mas Rafael Cabral fez grande defesa e evitou o gol da vitória do Dourad.

Agora, o Cuiabá se prepara para enfrentar o Coritiba. A partida está marcada para quarta-feira (18), às 19h (de MT), no Estádio Couto Pereira, pela rodada 27 do Campeonato Brasileiro.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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