Esporte
Cuiabá estreia com empate contra o Sport na Série B do Brasileirão
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O Cuiabá iniciou sua jornada no Campeonato Brasileiro Série B com um empate em 0 a 0 diante do Sport, neste sábado (21.03), em partida realizada na Arena Pantanal. Em um jogo de abertura da competição marcado por intensidade e lances de perigo, o Dourado conquistou seu primeiro ponto na tabela, prometendo buscar a primeira vitória nas próximas rodadas.
O duelo contra a equipe pernambucana mostrou um Cuiabá combativo, que criou boas chances, especialmente no segundo tempo, mas não conseguiu convertê-las em gol. O resultado, apesar de não ser a vitória esperada em casa, assegura um início sem derrotas na caminhada rumo ao acesso.
Primeiro Tempo: Cuiabá pressiona e bate na trave
Desde o apito inicial, o Cuiabá buscou impor seu ritmo em casa. Aos 22 minutos da etapa inicial, o Dourado teve a chance mais clara de abrir o placar. Vinícius Peixoto arriscou um chute potente de fora da área, e, após desvio do goleiro Thiago Couto, a bola carimbou a trave, frustrando o grito de gol da torcida cuiabana. Apesar da pressão, a defesa do Sport conseguiu se segurar e, em um lance isolado aos 36, o Sport também ameaçou em uma cabeçada de Zé Lucas que foi por cima do gol.
Segundo Tempo: Dourado insiste, mas o travessão mantém o zero
Na volta para o segundo tempo, o Cuiabá intensificou a busca pelo gol. Aos 24 minutos, o Dourado esteve muito perto de balançar as redes. Calebe fez um cruzamento na segunda trave, encontrando David Miguel, que cabeceou com força. Thiago Couto fez a defesa, mas no rebote, Vinícius Peixoto apareceu na pequena área e, com o gol à sua frente, mandou no travessão. Foi o segundo lance em que a madeira salvou o Sport.
A partir desse momento, a partida se tornou mais fechada, com o Sport reforçando sua marcação para segurar o empate. Apesar da persistência do Cuiabá em criar jogadas e buscar espaços, o placar não foi alterado até o final, culminando no 0 a 0.
Com o ponto conquistado em seu estádio, o Cuiabá demonstra resiliência e foco, e já se prepara para o próximo desafio na Série B, buscando transformar o domínio em gols e, consequentemente, em vitórias.
Próximos jogos
Cuiabá
- Jogo: Cuiabá x Tocantinópolis
- Data e horário: 25 de março de 2026 (quarta-feira) | às 20h30 (de Brasília)
- Competição: Copa Verde | 1ª rodada
- Local: Arena Pantanal, em Cuiabá (MT)
Sport
- Jogo: Sport x Jacuipense
- Data e horário: 24 de março de 2026 (terça-feira) | às 21h30 (de Brasília)
- Competição: Copa do Nordeste | 1ª rodada
- Local: Ilha do Retiro, em Recife (PE)
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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