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Cuiabá derrota o Juventude e fica no topo da tabela do Brasileirão

A partida aconteceu pela 3ª rodada do  pela 3ª rodada do Brasileirão, O único gol do duelo foi marcado por Elton, de pênalti

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Esporte

Foto: Cuiabá Esporte Clube

Na tarde do último domingo (24),  o Cuiabá converteu um pênalti na etapa final e garantiu a vitória sobre o Juventude, após três jogos sem vencer. A partida aconteceu no estádio Alfredo Jaconi, no Rio Grande do Sul, pela 3ª rodada do Brasileirão

O único gol do duelo foi marcado por Elton, de pênalti. Com a vitória, o Dourado chegou aos seis pontos e sobe para a quarta posição na tabela.

Já o Juventude é o 19º colocado, com um ponto conquistado, e segue sem vencer no Brasileirão.

Primeiro tempo

O Juventude começou mais intenso na partida e com maior posse de bola, mas pecava na finalização. Logo aos 3 minutos, Capixaba arriscou de longe e exigiu a primeira defesa de Walter. Aos 11, a chance mais clara do Ju. Pitta recebeu bom cruzamento na área e, sozinho, finalizou para fora. Yuri Lima voltou a levar perigo aos 24.

O Cuiabá, aos poucos, foi gostando da partida e foi quem mais ficou perto do gol na etapa inicial. Aos 43, Felipe Marques encontrou Valdivia, que quase na pequena área, cabeceou no travessão.

Segundo tempo

Já na segunda etapa, o Cuiabá quase se complicou logo de cara. Aos três minutos, Óscar Ruiz foi derrubado dentro da área, mas o juiz mandou seguir. Após a chamada do VAR, o árbitro apontou a marca da cal. Na cobrança para o Papo, Pitta chutou forte, mas mandou direto na trave.

Já aos 16, Walter evitou o gol dos donos da casa. Aos 35, Vitor Mendes tocou com a mão na bola dentro da área e viu o VAR recomendar a revisão. Com a penalidade confirmada, o zagueiro foi expulso por reclamação.

Na cobrança, Elton deslocou o goleiro e abriu o placar para o Cuiabá, que nada teve a ver com a enorme polêmica na marcação do pênalti. Com um jogador a menos, o Papo teve problemas para buscar o empate.

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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