"Oportunidade"

Cuiabá Arsenal faz seletiva em busca novos atletas para temporada 2022

O mais recomendado é vir com roupas confortáveis para a prática de esporte, além de tênis, chuteira, máscara contra Covid-19 e uma garrafa para hidratação.

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Esporte

Foto: Gustavo Ourique/Assessoria

Você que ama treinar, competir e, principalmente, você que ama vencer, o time de futebol americano da capital mato-grossense, Cuiabá Arsenal, realiza no dia 10 de abril (domingo), a partir das 16h, uma seletiva em busca de novos atletas para compor o time na temporada 2022 da Liga BFA.

Jovens de 16 a 28 anos podem se inscrever para realizar os testes físicos, que ocorrerão no campo do Liceu Cuiabano, localizado na Avenida Getúlio Vargas, nº 1.090, bairro Quilombo. A inscrição pode ser feita pelo link na BIO do @cuiabaarsenal no Instagram, ao custo de R$ 50,00, e o inscrito ganha uma camiseta do time.

Os exercícios incluem corridas curtas, de agilidade, agachamentos, apoios, saltos, entre outros. Os mais bem condicionados terão a chance de participar de um dos melhores programas de futebol americano da América do Sul, disse o head coach (treinador) do time, Dennis Prants.

“Os selecionados para compor a equipe vão ter a chance de ajudar a tornar o Cuiabá Arsenal maior e melhor. Este programa de futebol americano testa, em todos os treinos, o físico e o mental de cada atleta para que eles possam entrar em campo pensando somente na vitória”, explicou Prants.

O presidente do time, Denevaldo Júnior, lembra das vestimentas necessárias para obter um bom resultado dentro de campo. “O mais recomendado é vir com roupas confortáveis para a prática de esporte, além de tênis, chuteira, máscara contra Covid-19 e uma garrafa para hidratação”, explicou.

O time espera todos os tipos de atletas, independente do biótipo, sejam eles de qualquer altura e peso. “Estamos de portas abertas para receber a população de Cuiabá e região, ajudando a transformar esses jovens em grandes atletas e, inclusive, em pessoas melhores”, destacou Denevaldo Júnior.

A realização do evento, assim como todas as condições necessárias para a prática do esporte na capital, só é possível com o apoio de parceiros e patrocinadores, como a Bom Futuro, Ligraf, Cervejaria Louvada, Plastibras, Bodytech Goiabeiras, Movido Açaí, Pizzaiola, RDanillo, Grupo Emal e Armura Representações.

Foto: Gustavo Ourique/Assessoria

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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