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Cuca pede calma após doping de Carneiro: ‘A gente não pode fazer julgamento’

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Técnico do São Paulo defende jogador uruguaio, que foi pego pelo uso de cocaína em exame feito em março

 

Da Redação

O técnico Cuca, do São Paulo, comentou nesta terça-feira a suspensão provisória por suspeita de uso de cocaína do atacante uruguaio Gonzalo Carneiro. “A gente não pode fazer julgamento. É um ser humano. Tivemos um caso aqui no São Paulo e é esperar. Vamos esperar a Fifa e depois falar com o Gonzalo. A vida é propensa a isso a todos os jovens, não só o Régis, o Gonzalo, não só aqui no São Paulo. Eu não entrei no mérito do que aconteceu com ele. Entrei no mérito do que é uma cidade grande, dos perigos. Agora é acolher”, afirmou o treinador, em entrevista coletiva no CT da Barra Funda.

“É um tema delicado que a gente não pode hoje fazer qualquer julgamento sem antes saber o que aconteceu. Eu já estava sabendo na semana passada antes do jogador. Eu tenho filhos, ele tem 23 anos e ele está aqui em São Paulo no primeiro grande clube dele”, comentou Cuca.

O uruguaio foi pego em um exame feito após o clássico contra o Palmeiras no estádio do Pacaembu, em São Paulo, na fase de classificação do Campeonato Paulista, no dia 16 de março. O jogador tem até esta quarta-feira para pedir o exame de contraprova.

O treinador afirmou que percebeu boas e más atuações do jogador nos últimos dias. “Eu senti ele muito inseguro por estar em um clube grande. Ele não está à vontade. E isso mexe dentro de campo. Ele teve altos e baixos. Foi bem no pênalti da cavadinha, depois foi mal no outro jogo. Então senti muita insegurança. É uma pena que eu não pude conversar com ele antes. A gente não sabe se aconteceu mesmo”, disse Cuca.

O empresário do jogador, Pablo Bentacur, afirmou que Carneiro cometeu um erro, mas não sabia o que estava consumindo. De acordo com o agente, o atacante passa por uma depressão. “O garoto cometeu um erro. A depressão é um assunto complicado. Não sabia o que ele consumia. Pensava que era um cigarro”, afirmou em entrevista à rádio Sport 890, do Uruguai. Se for comprovado o doping, a suspensão varia de dois a quatro anos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,cuca-pede-calma-apos-doping-de-carneiro-a-gente-nao-pode-fazer-julgamento,70002800986

Foto: Erico Leonan/Divulgação

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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