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Cuca cita 2009 e afirma que Palmeiras sonha com título: ‘99% não é 100%’

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Treinador relembra trabalho para fazer Fluminense evitar queda e busca incentivar o time na reta final do Brasileiro

Da Redação

 

O Campeonato Brasileiro de 2009 novamente virou exemplo para o Palmeiras se animar para manter o sonho de título nesta temporada. Depois de os jogadores relembrarem na última semana que a competição atual vivia situação semelhante à de oito anos atrás, nesta segunda-feira foi a vez de o técnico Cuca buscar outra passagem marcante daquele ano para mostrar que enquanto há chance de título, a equipe tem de acreditar.

Em 2009 Cuca dirigia o Fluminense. O time carioca aparecia na projeção dos matemáticos com 99% de chance de ser rebaixado, mas reagiu e nas últimas 11 rodadas, ganhou oito partidas, empatou três e escapou da queda. “Nós tínhamos 1% de chance de escapar e nos agarramos nisso. Cada vez que vamos para o Rio eu vejo uma faixa que diz que 99% não e 100%. Isso responde por si só”, afirmou o treinador.

O Palmeiras bateu nesta segunda-feira o Coritiba, no Pacaembu, e se manteve 13 pontos atrás do Corinthians. Na avaliação de Cuca, a equipe teve uma atuação competente, ao criar mais chances e controlar uma partida considerada difícil. “Esses jogos são perigosos, porque você enfrenta um time que está na zona de rebaixamento, vem pressionado e joga fechado. Se não tomar cuidado, você leva gol no contra-ataque e fica mais difícil”, disse.

Como Santos e Grêmio perderam nesta rodada, o Palmeiras ficou mais perto de ganhar posições na tabela. “Temos que fazer a nossa arrancada. Não adianta nada torcer contra os outros e não fazer a sua parte. Estamos no caminho certo”, disse o treinador. No próximo domingo, no Rio, a equipe enfrenta o Fluminense para tentar chegar à quarta rodada consecutiva sem perder.

O discurso do Palmeiras de acreditar no título se apega a outro exemplo do Brasileiro de 2009. Naquele ano, a 15 rodadas do fim, o time liderava com 13 pontos de vantagem sobre o Flamengo, que acabou por terminar como o campeão. Nesta temporada, o Alviverde se encontrava com desvantagem igual em relação ao Corinthians exatamente na mesma rodada da competição, fato que foi relembrado pelos jogadores nas últimas entrevistas.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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