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Cruzeiro vence o Goiás e sai do Z4 do Brasileirão

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Foto: Cruzeiro

O Cruzeiro conquistou um importante resultado, nesta segunda-feira (27.11), na luta contra o rebaixamento.

Em partida decisiva pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro, a equipe venceu o Goiás por 1 a 0, no último minuto do jogo, em confronto direto pela permanência na Série A. O gol da vitória foi marcado pelo jovem Robert, na Serrinha.

Com essa vitória fundamental, o Cruzeiro deu um salto significativo na tabela e saiu da zona de rebaixamento. A equipe mineira encerrou a rodada fora do Z4, alcançando 44 pontos e subindo para a 13ª posição, empurrando o Bahia, que tem 41 pontos, para a 17ª colocação. Por outro lado, o Goiás foi virtualmente rebaixado, permanecendo com 35 pontos e ficando em 18º lugar.

Esse resultado coloca ainda mais pressão sobre o Corinthians e o Santos. O Corinthians caiu para a 14ª posição, com 44 pontos, enquanto o Santos ficou em 15º lugar, com 43 pontos. Assim, ambos os times precisam continuar pontuando para evitar o rebaixamento.

Na próxima rodada do campeonato nacional, tanto o Goiás quanto o Cruzeiro não terão tarefas fáceis. O Goiás viajará para Porto Alegre e enfrentará o Grêmio, na quinta-feira, às 19 horas (horário de Brasília), em um jogo praticamente sem importância. A partida da 36ª rodada do Brasileirão será na Arena do Grêmio.

Já o Cruzeiro jogará novamente em casa para seguir somando pontos e evitar a queda. A equipe mineira contará com o apoio de sua torcida no confronto contra o Athletico-PR, também na quinta-feira, mas um pouco mais tarde. O jogo será no Mineirão, às 20 horas.

Durante o jogo, aos sete minutos, o Cruzeiro teve uma chance perigosa. Wesley recebeu pelo lado esquerdo, cortou para o meio e chutou forte, mas o goleiro Tadeu estava atento e evitou o primeiro gol da Raposa.

Aos 14 minutos, o time de Paulo Autuori chegou ao gol do Goiás novamente. Matheus Pereira cruzou na cabeça de Wesley, mas o atacante não conseguiu direcionar bem o cabeceio e mandou a bola por cima da meta defendida por Tadeu.

Aos 24 minutos, Tadeu salvou novamente o Goiás. Após um cruzamento rasteiro, Ian Luccas furou e a bola sobrou para Wesley. O jogador do Goiás fez uma grande defesa para evitar o gol. Um minuto depois, Matheus Pereira chutou, mas Tadeu apareceu novamente. Aos 26 minutos, Bruno Rodrigues saiu cara a cara com o goleiro, mas Tadeu levou a melhor e ficou com a bola, sem cometer pênalti.

No final do primeiro tempo, o Goiás equilibrou a partida e teve algumas oportunidades, mas não ofereceu perigo real ao gol defendido por Rafael. Na segunda etapa, os donos da casa iniciaram pressionando o Cruzeiro.

Aos nove minutos, Tadeu brilhou mais uma vez. Mateus Vital recebeu pela esquerda, cortou para o meio e finalizou rasteiro no canto direito. Mesmo com vários jogadores na sua frente, o goleiro do Goiás fez uma defesa impressionante para salvar a equipe.

No segundo tempo, o Cruzeiro perdeu a intensidade que tinha e o Goiás cresceu no jogo. Apesar de algumas boas chances, Rafael não foi muito exigido em nenhum momento. Aos 35 minutos, Anderson cobrou um escanteio e Breno cabeceou, mas a bola passou por cima do gol.

O gol da vitória cruzeirense saiu nos últimos minutos. Bruno Rodrigues avançou pela esquerda e passou a bola para o jovem Robert. Sozinho, o atacante chutou cruzado e venceu o goleiro Tadeu, garantindo os três pontos para a Raposa.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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