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Cruzeiro embarca para o Rio de Janeiro para encarar o Fluminense pelo Brasileirão

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O Cruzeiro está preparado para seu próximo desafio pelo Campeonato Brasileiro. Nesta quarta-feira, às 21h30, o time celeste enfrentará o Fluminense no Rio de Janeiro. Após a ótima vitória sobre o Santos, na última quinta-feira, os comandados do técnico Zé Ricardo buscarão emplacar a dobradinha de vitórias nesta sequência fora de casa. A partida válida pela 24ª rodada será disputada no Maracanã.

Com os três pontos conquistados na Baixada Santista, a Raposa iniciou a rodada na 11ª colocação com 29 pontos. Em caso de vitória, a equipe celeste tem a chance de voltar ao grupo dos dez primeiros colocados. Já como visitante, o Cruzeiro sustenta a quinta melhor campanha, tendo somado 16 pontos em 11 jogos disputados fora de casa até o momento.

A preparação para o compromisso no Rio de Janeiro iniciou na sexta-feira, horas depois do triunfo sobre o Santos. Ainda na Baixada Santista, os atletas cruzeirenses trabalharam antes do retorno a Belo Horizonte. De volta para casa, o Cruzeiro teve mais quatro treinamentos na Toca da Raposa 2 antes de voltar a viajar para a partida contra o Fluminense.

Para o compromisso no Rio, o time celeste terá o desfalque imediato do zagueiro Luciano Castán, que recebeu o terceiro cartão amarelo na partida contra o Santos e cumprirá suspensão. A equipe não teve novas baixas por ordem médica em relação ao jogo anterior.

No departamento médico, seguem em tratamento o atacante Rafael Elias, que sofreu lesão no ligamento colateral medial do joelho esquerdo; o volante Ramiro, recuperando-se de uma ruptura do ligamento cruzado anterior e também uma lesão no menisco lateral do joelho direito; e o atacante Rafael Bilu, que se recupera de uma ruptura no tendão de aquiles da perna esquerda.

O lateral Wesley Gasolina, na reta final de recuperação de lesões em ligamentos do joelho direito, segue cumprindo a etapa de preparação física, junto aos procedimentos padrões com a fisioterapia.

O meio-campista Matheus Pereira, que no início de agosto sofreu lesões nos ligamentos cruzado posterior e colateral medial do joelho esquerdo, vem evoluindo e iniciou, nesta terça-feira, a etapa de trabalhos híbridos entre fisioterapia e preparação física.

NA HISTÓRIA: CRUZEIRO x FLUMINENSE

O Cruzeiro tem um retrospecto bastante equilibrado no confronto com o Fluminense. Na somatória total de jogos, o adversário leva vantagem, mas na era do Campeonato Brasileiro – considerando as diferentes nomenclaturas da competição desde 1959 – o Cruzeiro tem apenas 1 vitória a menos que a equipe carioca.

No passado, o Cruzeiro já enfrentou o Fluminense em momentos decisivos da competição nacional. Em 1966, ano do título da Taça Brasil, que hoje faz parte do Campeonato Brasileiro, o time celeste encarou o Fluminense na semifinal.

Na partida de ida, Evaldo Cruz marcou o gol que garantiu a vantagem mínima para o Cabuloso no Mineirão. No jogo decisivo, no Maracanã, outra grande vitória do Cruzeiro, por 3 a 1, com gols marcados por Evaldo, duas vezes, e Dalmar. Com os dois triunfos, a equipe comandada por Airton Moreira avançou para a sua primeira final nacional, onde superaria o Santos de Pelé.

Pela Série A, o Cruzeiro volta a enfrentar o Fluminense no Maracanã após quatro anos. No primeiro turno da edição atual, os times duelaram no Mineirão, com vitória para o adversário.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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