Esporte
Cruzeiro busca vaga na Sul-Americana contra o Palmeiras na última rodada do Brasileirão
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O Cruzeiro entrará em campo, na noite desta quarta-feira, pela última vez na temporada 2023. Após sacramentar a permanência na Série A na rodada passada, o time celeste luta pelo objetivo de classificação para a Copa Sul-Americana nesta última rodada do Campeonato Brasileiro. O adversário desta partida final será o Palmeiras. O confronto está marcado para 21h30, no Mineirão.
Com 46 pontos conquistados, o Cruzeiro é o 14º colocado no Brasileirão e garantirá a classificação para a Sul-Americana se permanecer nessa posição ou ganhar posições nesta rodada. Diante do Palmeiras, um empate bastará para alcançar o objetivo. Mas caso o Cruzeiro sofra a derrota, precisará torcer por um tropeço do Santos, que é o 15º colocado com 43 pontos.
Após o empate contra o Botafogo, no último domingo, no Rio de Janeiro, os atletas cruzeirenses tiveram a segunda-feira dedicada ao descanso para recuperação. Na tarde de terça, o elenco fez o único treinamento para a rodada final do Brasileirão. Com cinco jogos de invencibilidade nesta reta final, o Cruzeiro tentará fechar essa sequência intensa com mais um resultado positivo.
Para o duelo contra o Palmeiras, a Raposa não terá desfalques por suspensão. Em contrapartida, a comissão técnica liderada por Paulo Autuori ganha o retorno do lateral-direito William, que cumpriu suspensão na rodada anterior devido ao terceiro cartão amarelo.
O time celeste terá a ausência de Mateus Vital nesta quarta-feira. O meio-campista, que vem apresentando dores devido a um trauma no pé direito, sofrido no início da semana passada, não terá condições de atuar plenamente neste compromisso. Outro desfalque será o zagueiro Neris, liberado da partida por questões familiares.
No departamento médico, seguem em tratamento o volante Filipe Machado, com uma lesão muscular na coxa esquerda; o atacante Wesley, que foi submetido a procedimento cirúrgico no ombro esquerdo; o volante Matheus Jussa, que sofreu uma lesão muscular na coxa direita; o volante Ramiro, recuperando-se de uma ruptura do ligamento cruzado anterior e também uma lesão no menisco lateral do joelho direito; e o atacante Rafael Bilu, que se recupera de uma ruptura no tendão de aquiles da perna esquerda.
NA HISTÓRIA: CRUZEIRO x PALMEIRAS
Um dos maiores clássicos do futebol brasileiro, Cruzeiro e Palmeiras já travaram diversas batalhas em jogos decisivos de copas e campeonatos. Ao longo da história, a memória mais marcante para o lado celeste é o inesquecível título da Copa do Brasil de 1996, quando os times empataram por 1 a 1 no jogo de ida da final, no Mineirão, e o Cruzeiro derrotou o adversário paulista por 2 a 1, de virada, dentro do estádio Parque Antártica para conquistar o bicampeonato da Copa do Brasil naquele ano.
No Campeonato Brasileiro, Cruzeiro e Palmeiras também já lutaram frente a frente pelo título. Em 1969, quando a competição se chamava Torneio Roberto Gomes Pedrosa, Cruzeiro e Palmeiras encerraram o quadrangular final empatados em pontos, porém o time paulista levou o título por ter 1 gol a mais de saldo.
No retrospecto do Brasileirão, entretanto, o Cruzeiro soma mais vitórias que o Palmeiras. São 24 triunfos, contra 22 vitórias do Palmeiras, além de 19 empates em 65 partidas até aqui.
Já o retrospecto total da história apresenta-se ainda mais equilibrado. Os times estão igualados em vitórias neste momento. São 35 triunfos celestes, 35 do Palmeiras, além de 28 empates em 98 jogos disputados.
Na temporada 2024, os tradicionais ‘Palestras’ alcançarão a histórica marca de 100 confrontos.
CONFRONTO:
CRUZEIRO x PALMEIRAS
DATA: 06/12/2023
HORÁRIO: 21h30
MOTIVO: Campeonato Brasileiro – 38ª rodada
LOCAL: Mineirão, em Belo Horizonte
RETROSPECTO: Cruzeiro x Palmeiras
98 jogos (35 vitórias, 28 empates e 35 derrotas)
136 gols marcados / 145 gols sofridos
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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