Esporte
CRB vence o Inter em Maceió e entra no G4 da Série B
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Equipe gaúcha termina 14ª rodada na 6ª posição com 21 pontos
Da Redação
O CRB venceu o duelo direto contra o Internacional para entrar no G4, a zona de acesso, ao derrotá-lo por 2 a 0, neste sábado à tarde, com o estádio Rei Pelé lotado, pela 14.ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B.
O time alagoano completou seu sexto jogo invicto, com cinco vitórias e um empate, somando 23 pontos em quarto lugar. Assim, deixou para trás o Vila Nova-GO (23 pontos e menos vitórias 7 a 6) e que perdeu em casa, por 2 a 1, para o Paysandu, além do próprio time gaúcho, com 21 pontos.
O Internacional continua fora do bloco dos melhores times da competição. Vinha de vitória fora sobre o Ceará, por 2 a 0, mas fracassou na tentativa de atingir o G4 neste sábado ao perder para o CRB.
O primeiro tempo foi de muita marcação e poucas finalizações, a maior parte delas erradas. Quem apresentou o cartão de visitas foi Felipe Gutiérrez, que na pequena área isolou a bola por cima após rebote errado da defesa do CRB, aos 11 minutos.
O time da casa respondeu em um cabeceio de Danilo Pires nas costas de Víctor Custa, mas para fora, aos 18 minutos. O único lance em que a bola foi ao gol ocorreu aos 26 minutos, quando Nico López levantou na cabeça de Charles, mas Edson Kolln voou para agarrar e evitar o pior.
Quando tudo parecia caminhar para os times irem ao intervalo empatados em 0 a 0, mas o CRB abriu o placar. O lateral-esquerdo Diego tabelou com Zé Carlos, entrou na área pelo lado esquerdo e bateu cruzado na saída de Danilo Fernandes aos 44 minutos. Ficou para o Inter a obrigação de voltar na etapa final no ataque.
O time gaúcho, realmente, retornou mais adiantado. Até pressionou, mas não conseguiu superar o bloqueio defensivo do CRB que, aos poucos, foi saindo do setor defensivo, onde estava acuado. O técnico Guto Ferreira ainda tentou dar força ao seu ataque, tirando o lateral Cláudio Winck para a entrada do atacante Carlos. Em seguida pôs Marcelo Cirino no lugar do apático Nico López.
Mas quem levou perigo foi o CRB. Duas vezes com Edson Ratinho, a primeira em uma finalização no pé da trave e a outra em um chute cruzado e que passou perto do gol. Além de um disparo forte e de longe de Neto Baiano, que tinha substituído o agitado Zé Carlos. Aos 44 minutos saiu o segundo gol. Após cobrança de escanteio, Neto Baiano subiu entre os zagueiros e desviou de cabeça. Tudo liquidado. Festa vermelha e branca nas arquibancadas, mas do lado do CRB.
Na próxima terça-feira, o CRB vai enfrentar o Juventude, em Caixas do Sul, às 19h15. Enquanto isso, o Inter volta a atuar no Beira-Rio após dois jogos fora. Desta vez recebe o ameaçado Luverdense, a partir das 21h30.
Fonte: Conteúdo Estadão
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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