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Coritiba vence o Athletico-PR pela 25ª rodada do Brasileirão

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Coritiba bate o Athletico-PR por 2 a 0 no Couto Pereira, pela 25ª rodada do Brasileirão

Neste domingo (01), o Coritiba recebeu o Athletico-PR, no Couto Pereira, pela 25ª rodada do Brasileirão. No clássico athleTIBA, o Coxa fez uma partida segura e de controle e venceu o rival pelo placar de 2 a 0. Victor Luis e Slimani marcaram os gols alviverdes.

O próximo compromisso do Coritiba é diante do Atlético-MG. No domingo (08), o alviverde vai até a Arena MRV enfrentar o clube mineiro, pela 26ª rodada do Brasileirão, às 18h30.

O jogo

Para o clássico, o técnico Thiago Kosloski escalou os 11 titulares com: Gabriel, Natanael, Kuscevic, Henrique, Victor Luis, Willian Farias, Matheus Bianqui, Sebastian Gómez, Marcelino Moreno, Diogo Oliveira e Slimani.

O Coritiba começou o jogo bem ofensivo, logo aos 4’ minutos uma boa chance alviverde. Diogo Oliveira dominou dentro da área, na finalização a bola passou raspando a trave adversária.

Para levantar a torcida alviverde no Couto Pereira, o Coxa abriu o placar aos 13’ minutos. Victor Luis foi para a cobrança de falta na entrada da área, e mandou uma bomba direto para o fundo da rede. Um verdadeiro golaço no Alto da Glória, e 1 a 0 no marcador.

Com as melhores ações ofensivas no jogo, o Coritiba tinha boa posse de bola e apostava nas jogadas velozes pelas laterais do campo. Aos 36’ minutos, Slimani ajeitou para Marcelino Moreno. O camisa 10 invadiu a área, limpou a marcação e finalizou rasteiro, Bento defendeu.

Melhor no jogo, o Coxa marcou o segundo gol! Aos 47’ minutos, após falta cobrada, Marcelino Moreno fez cruzamento pela esquerda. Slimani subiu e de cabeça mandou para o fundo do gol. 2 a 0 Coritiba!

Segundo tempo

Na segunda etapa, o técnico Thiago Kosloski fez alterações na equipe. Entraram em campo: Andrey, Edu, Hayner, Fransérgio e Jamerson, nos lugares de: Diogo Batista, Slimani, Sebastian Gómez, Matheus Bianqui e Victor Luis.

O Coritiba controlava o jogo na etapa complementar. Aos 22’ minutos, o Athletico-PR chegou, mas Gabriel fez uma grande defesa, afastando o perigo da meta alviverde.

O Coxa chegou a balançar as redes pela terceira vez, com Fransérgio, mas o bandeirinha assinalou impedimento na jogada.

Após 7’ minutos de acréscimos, o árbitro encerrou o jogo. O Coritiba venceu o clássico, no  Couto Pereira, por 2 a 0, e somou 3 pontos importantes no Brasileirão.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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